sábado, 14 de fevereiro de 2009

Croá e meu pé de pimenta

Outro dia prometi apresentar num novo post, o que estou fazendo agora, o seguimento dos escritos de uma epopéia sobre um passeio que fiz com a Croá até o meu botequim, numa ocasião em que me encontrava muito feliz por ter descoberto o que era a Síndrome de Napoleão e que deu origem à uma postagem digna de ser transformada em um banner e ser pendurada em tudo quanto é botequim ou sala de espera de rodoviária. Lembra-se da dita cuja? – Não? – Então clica aqui e fique por dentro dela, pra você adentrar no clima completo desta história, que se inicia com o final daquela, da qual repito o seu último parágrafo, que segue em continuação a este.

Achei octolegal ficar sabendo o que significa a Síndrome do Cristóvão Colombo (Putz! Já pisei na bola!), fiquei todo feliz e satisfeito por ter dado algum trabalho pros meus neurônios arquivarem em alguma pasta específica do meu cérebro e depois fui levar a Croá pra dar um passeiozinho até o botequim, em cujo trajeto e ocasião ela aproveitou e deu... (Aqui terminei aquela crônica. A partir de agora, vem a crônica que eu realmente queria escrever sobre a Croá e, entrando de lambuja, de uma certa pimenteira também.)

Continuando, portanto: No trajeto e na ocasião que fui levar a Croá pra dar um passeiozinho até o botequim, ela aproveitou e deu umas três mijadinhas e uma boa cagada na rua, alguma coisa como um meio quilo de merda. Isso foi ontem, sexta-feira, eram 23:25 horas, a rua estava vazia, com exceção de nós dois...

- Não! Não, senhor! Eu não deixei o cocô dela na rua, não! Precavido, sempre que saio com ela levo uma sacola plástica do Supermercado Royal ou do Muito Mais bem amassadinha no bolso pra recolher a bosta dela, isso se ela se aliviar (defecar, cagar), e depois botar num canto do jardim pra virar adubo, pra depois botar num pé de pimenteira que tenho no meu quintal e que é o meu chodó. Tá pensando o quê?

Quanto a essa pimenteira, é melhor esclarecer tudo sobre ela de uma vez por todas, pra não ter que voltar ao assunto num futuro próximo ou distante e ficar cheio de constrangimento por ter que citar novamente neste blog certas palavras que citei e que não cabem dentro de uma conversa mais formal. Todo mundo sabe que não gosto nada disso, que não pega bem prum véio como eu falar ou escrever como um desbocado maleducado, mas tem hora que a conversa pede, a gente tem que fazer assim para o bom entendimento do que se escreveu, senão o papo fica sem graça, entendeu?

Muito que bem! O raio dessa pimenteira dá umas pimentas tão bravas que a gente tem que servir-se delas molhando apenas a ponta de um palito, que depois é esfregado sobre a comida. E só! Se a gente der duas molhadas no molho dela e duas esfregadas, adeus, comida! Ninguém, até hoje, conseguiu comer o seu angu com ragoût após realizar essa façanha.

Mas a história não acaba por aí, não! No dia seguinte, após a comida apimentada ter percorrido todo o aparelho digestivo, ela vai querer sair, e aí o bicho vai pegar, porque após ela ter-nos dado tchau, fica-se com a sensação de que se tem algo semelhante a uma turbina de um jato 747, na maior rotação, bem no meio do bundão. Não adianta chuveirinho de água fria ou passar hipoglós, talco Johnson, vaselina no... - Como vou dizer? - Bem... Passar esses trecos naquele cone de expulsão dos gases da turbina. A única coisa que quebra o galho é um secador de cabelos modelo profissional, daqueles bem potentes, com muitos kW, SEM RESISTÊNCIA! Mesmo assim serão uns cinco minutos dos quais a gente nunca mais esquecerá, tempo quando parte do nosso corpo sente as mesmas sensações que se deve sentir se estivermos na acolhedora casa do Capeta.
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- I bibidas prus músicus!

2 comentários:

Conceição Duarte disse...

Norival, como vai a vida, fora este passeio que pelo que entendi, vc o repete quase todas as noites, para que a sua Croá possa .... fazer suas necessidades. Me diga que raça é ela, eu não sei desta história... Que graça!

Mas que situação né?
Isto está me lembrando um filme maravilhoso que teve recentemente com Morgan Freman e Jack Nicholson, que um é rico e o outro pobre, e o rico adora um tipo de café que manda vir de longe, tudo especial para aquele café... que é "criado" à base de merda de um pássaro! Pois é, e ele, nem imaginava isso. Mas amigos, os grande amigos sempre descobrem tudo de nós... e um belo dia, o amigo pobre conta a ele sobre o café... É bem divertido, o filme é lindíssimo... Vale a pena ver... Aí vc descobrirá a história de tudo que me refiro aqui...
Eita pimenta danada! Haja secador , não???
Só vc mesmo!
Adorei, bjus querido, bjus

Norival R. Duarte disse...

Querida Conceição:

A Croá é da raça boxer, sendo o quinto cão dessa raça que tenho tido seguidamente. Morre um, arranjo ou compro outro.

Adoro essa raça: é feia, chega a apavorar pessoas, mas é de uma fidelidade e doçura fora do comum.

Sobre o filme, vi-o outro dia e achei a interpretação do Morgan Freman aquém da sua capacidade como ator, enquanto o Jack Nicholson, como sempre, deu o seu costumeiro show.

Quanto ao café, ouve um grande erro de tradução na dublagem, pois, na verdade, os animais que comem os grãos e depois os expelem são macacos e não gatos (como consta das legendas do filme).

Beijos e abraços.