domingo, 15 de fevereiro de 2009

Meu novo blog na praça

Coloco à disposição de meus amigos reais e virtuais, a partir de hoje, o meu novíssimo blog. Sua finalidade está claramente descrita na sua primeira postagem, cujo título é, como não poderia deixar de ser,

Abrindo portas e janelas

Clique aqui, confira, e dê a sua opinião de blogueiro curioso.
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- I bibida prus músicus!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Croá e meu pé de pimenta

Outro dia prometi apresentar num novo post, o que estou fazendo agora, o seguimento dos escritos de uma epopéia sobre um passeio que fiz com a Croá até o meu botequim, numa ocasião em que me encontrava muito feliz por ter descoberto o que era a Síndrome de Napoleão e que deu origem à uma postagem digna de ser transformada em um banner e ser pendurada em tudo quanto é botequim ou sala de espera de rodoviária. Lembra-se da dita cuja? – Não? – Então clica aqui e fique por dentro dela, pra você adentrar no clima completo desta história, que se inicia com o final daquela, da qual repito o seu último parágrafo, que segue em continuação a este.

Achei octolegal ficar sabendo o que significa a Síndrome do Cristóvão Colombo (Putz! Já pisei na bola!), fiquei todo feliz e satisfeito por ter dado algum trabalho pros meus neurônios arquivarem em alguma pasta específica do meu cérebro e depois fui levar a Croá pra dar um passeiozinho até o botequim, em cujo trajeto e ocasião ela aproveitou e deu... (Aqui terminei aquela crônica. A partir de agora, vem a crônica que eu realmente queria escrever sobre a Croá e, entrando de lambuja, de uma certa pimenteira também.)

Continuando, portanto: No trajeto e na ocasião que fui levar a Croá pra dar um passeiozinho até o botequim, ela aproveitou e deu umas três mijadinhas e uma boa cagada na rua, alguma coisa como um meio quilo de merda. Isso foi ontem, sexta-feira, eram 23:25 horas, a rua estava vazia, com exceção de nós dois...

- Não! Não, senhor! Eu não deixei o cocô dela na rua, não! Precavido, sempre que saio com ela levo uma sacola plástica do Supermercado Royal ou do Muito Mais bem amassadinha no bolso pra recolher a bosta dela, isso se ela se aliviar (defecar, cagar), e depois botar num canto do jardim pra virar adubo, pra depois botar num pé de pimenteira que tenho no meu quintal e que é o meu chodó. Tá pensando o quê?

Quanto a essa pimenteira, é melhor esclarecer tudo sobre ela de uma vez por todas, pra não ter que voltar ao assunto num futuro próximo ou distante e ficar cheio de constrangimento por ter que citar novamente neste blog certas palavras que citei e que não cabem dentro de uma conversa mais formal. Todo mundo sabe que não gosto nada disso, que não pega bem prum véio como eu falar ou escrever como um desbocado maleducado, mas tem hora que a conversa pede, a gente tem que fazer assim para o bom entendimento do que se escreveu, senão o papo fica sem graça, entendeu?

Muito que bem! O raio dessa pimenteira dá umas pimentas tão bravas que a gente tem que servir-se delas molhando apenas a ponta de um palito, que depois é esfregado sobre a comida. E só! Se a gente der duas molhadas no molho dela e duas esfregadas, adeus, comida! Ninguém, até hoje, conseguiu comer o seu angu com ragoût após realizar essa façanha.

Mas a história não acaba por aí, não! No dia seguinte, após a comida apimentada ter percorrido todo o aparelho digestivo, ela vai querer sair, e aí o bicho vai pegar, porque após ela ter-nos dado tchau, fica-se com a sensação de que se tem algo semelhante a uma turbina de um jato 747, na maior rotação, bem no meio do bundão. Não adianta chuveirinho de água fria ou passar hipoglós, talco Johnson, vaselina no... - Como vou dizer? - Bem... Passar esses trecos naquele cone de expulsão dos gases da turbina. A única coisa que quebra o galho é um secador de cabelos modelo profissional, daqueles bem potentes, com muitos kW, SEM RESISTÊNCIA! Mesmo assim serão uns cinco minutos dos quais a gente nunca mais esquecerá, tempo quando parte do nosso corpo sente as mesmas sensações que se deve sentir se estivermos na acolhedora casa do Capeta.
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- I bibidas prus músicus!

Adivinha, adivinha!

A pergunta é: - Quantos anos o boizão aqui do lado tinha quando tirou esta fotografia?

Concederei, com muita magnamidade, o meu “– OK, my boy!”, pros fulanos e/ou pras fulanas que acertarem, a comer queijo mineiro no café da manhã por uma semana e depois ler qualquer jornal.

Dica: lembro que nasci em 04 de julho de 1944, o mesmo dia da Independência dos EUA. Muito fácil de memorizar, certo? [Do not be forgotten! (Traduzido perto, conforme meu tradutor online!)]
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- Clica na imagem para ampliá-la, mas cuidado, porque é assustadora!

I bibida prus músicus!

A Síndrome de Cristóvão Colombo

Juro por tudo quando é pingüim salvo nas costas brasileiras, com deferência àqueles que são resgatados nas costas do meu Estado do Rio, que até hoje eu não conhecia uma tal de Síndrome de Cristóvão Colombo, até me deparar com a explicação do seu significado no site Agênciam Propaganda e Marketing, nesta postagem.

- Mas, e você? Sabe o que significa essa síndrome? Jura pelo quê?

- Se você sabe, acha que perdi meu tempo perguntando? – Sim? - Há, há! Te peguei! Porque a resposta correta é não, pela simples razão que fiz você se recordar do seu significado, certo? Mesmo que você não tenha se lembrado ou se utilizado dela em alguma discussão nos últimos quarenta anos, certo?

Mas, para aqueles que não sabem, que passem a ficar sabendo a partir deste momento histórico que ela é aplicada dentro de certos contextos específicos, como:

“O marketing é muito afetado pela síndrome de Cristóvão Colombo, que saiu da Europa sem saber para onde ia e voltou sem saber onde esteve. Exatamente como as empresas, que acertam ou erram sem saber o porquê.”

Achei octolegal, fiquei todo feliz e satisfeito por ter dado algum trabalho pros meus neurônios arquivarem em alguma pasta específica do meu cérebro e depois fui levar a Croá pra dar um passeiozinho até o botequim, em cujo trajeto e ocasião ela aproveitou e deu uma ligeira cagadinha na rua, alguma coisa como um meio quilo de merda, mas isso é uma outra história, um assunto completamente estranho ao objetivo cultural para o qual este post foi bolado e assim fica pra ser contada numa próxima viagem. Ou postagem, como quiserem!

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I bibida prus músicus!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Você sabe o que é petrichor?

Existem palavras ou expressões de certos idiomas que no caso de serem traduzidas jamais farão justiça às originais. Isso se deve à suas características particulares de descreverem emoções muito específicas ou que para serem melhor compreendidas precisam do contexto.

É o caso da palavra saudade, que é única e exclusiva da Língua Portuguesa e que sugere o sentimento de melancolia e a falta que uma pessoa que não está presente nos traz.

Abaixo, um punhado dessas pérolas publicadas no site 1001 Gatos do Schrödinger, cujo titular é o Ibraim César, havendo muitas mais por aí. Se souber de mais uma, enriqueça esta postagem com o seu comentário.

Petrichor

É a palavra para “cheiro de chuva”. Mais especificamente o cheiro de chuva após ela atingir o solo seco. Foi cunhada por dois pesquisadores da Austrália. “Eu adoro petrichor pela manhã”!

Schadenfreude

Sensação de prazer que a desgraça alheia nos provoca. Não basta ser bem sucedido, os outros também devem fracassar. É o sentimento de prazer que temos ao saber que algum desafeto nosso se deu mal. Schopenhauer chamava de “emoção diabólica, sinal de coração perverso”. É de origem alemã.

L’esprit de l’escalier

Francesa, cuja tradução literal seria algo como “O espírito da Escada”. A expressão se aplica às situações em que uma pessoa está em uma discussão e não consegue encontrar algo apropriado para dizer em resposta a algum argumento ou comentário do interlocutor. Depois de ir embora (descendo as escadas - daí a origem da expressão), a pessoa encontra a frase justa que teria sido a resposta perfeita e deixaria seu oponente sem nenhuma reação possível. O espírito da escada é a frase que teria decidido a discussão se não fosse pelo fato de já ser tarde demais.

Como se diz 70, 80 e 90 em francês?

Não se diz. Em francês não existem as palavras para setenta, oitenta e noventa. O que existe é sessenta-e-dez (soixante-dix), quatro-vintes (quatre-vingts) e quatro-vintes-e-dez (quatre-vingt-dix). Setenta-e-cinco, portanto, é sessenta-e-quinze: soixante-quinze.

Shoeburyness

É a sensação vagamente desconfortável que se tem ao sentar-se em um assento que continua aquecido pelo traseiro do ocupante anterior. É um termo inventado por Douglas Adams. Eu (conf. Ibrahim César) acrescentaria que é uma sensação totalmente desconfortável.

Outras palavras acrescidas nos comentários da postagem do Ibraim César:
Abilene (Contribuição de Peterson Espaçoporto)

É o outro lado do travesseiro, o que está sempre gelado.

Google (Contribuição minha, Norival R. Duarte)

É uma transmutação da palavra googol, que representa o número 1 seguido de 100 zeros, para demonstrar a imensidão da web.

Surgiu de um fato um tanto curioso: o matemático Edward Kasner questionou o seu sobrinho de oito anos sobre a forma como ele descreveria um número grande, um número realmente grande, o maior número que ele imaginasse. O pequeno Milton Sirotta emitiu um som de resposta que Kasner traduziu por “googol”. Mais tarde Kasner definiu um número ainda maior, o googolplex.”

Um “googol” é realmente um número muito grande. Não há um “googol” de nada no universo - nem estrelas, nem partículas de poeira, nem átomos. O uso dessa palavra reflete a missão de organizar a quantidade imensa (e aparentemente infinita) de informações existentes no mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis.

A história inusitada redundou na megamarca Google que, apenas no ano de 2005, registrou um rendimento líquido de 14 bilhões de dólares, gerando quase oito mil empregos.

(Eu sabia da história, mas não me lembrava de nomes, daí porque recorri à Wikipédia, que me forneceu as informações que me permitiram montar o meu comentário para o blog do Ibraim César).


Muvuco (Contribuição minha, Norival R. Duarte, que fiquei, porém, de dar o seu significado no meu blog, o que faço agora.)
Filho ilegítimo de lavadeira com cadete da AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras, que a molecada do Bairro Lavapés, de Resende, usava para ofender, desafiar, vilipendiar ou se vingar de seus desafetos. A denominação de filho ilegítimo existiu até a Constituição de 1988, quando o pai não assumia a paternidade nem registrava a criança em seu nome.


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- A postagem original no site do Ibraim César tem o título “Você sabe o que é Razbliuto?”. - Quer saber o que significa? – Vá lá, vá! – Há outras palavras lá que deixei de reproduzir aqui para que você fosse lá!

- Os textos em escrita normal foram extraídos do site do Ibraim César, enquanto aqueles em itálico são da minha lavra.

- I bibida prus músicus!

Duas piadinhas sobre sogras, rapidinho

A garota chega pra mãe, reclamando do ceticismo do namorado.
- Mãe, o Mário diz que não acredita em inferno.
- Case-se com ele, minha filha, e deixe o resto comigo!
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A sogra do cara morreu. Um amigo perguntou:
- O que fazemos? Enterramos ou cremamos?
- As duas coisas. Não podemos facilitar!
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- Brigado, Pe. Edson!

- I bibida prus músicus!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Requien in pacem, amigos!

Fazia muito tempo que eu não ia aos Campos Elíseos, principalmente por causa da abertura da agência do Banco Itaú, aqui no meu Bairro Manejo, com o qual movimento os meus trocados, mas ontem não pude evitar de cruzar a ponte do Rio Paraíba e para lá me deslocar. Fiz o que tinha que fazer e que era só lá que podia fazer! Depois, dei um pulinho no Cospe Grosso à procura do meu amigo Gastão, visível por ali de segunda a sábado, infalivelmente, a quem eu solicitaria informações sobre um amigo comum, o Carlão, já falecido, com as quais esperava completar uma escrivinhação sobre ele.

Como ele não estava presente, perguntei pro Borracha - outro amigo nosso, que se encontrava encostado no balcão bebendo tranqüilamente o seu chopinho e a quem eu também não via há um tempão - se ele sabia do paradeiro do Gastão. Ante a minha pergunta, depois do oba-oba da chegada e dos cumé que vai, Borracha me encarou nos olhos e sua expressão facial, que até então era sorridente pela minha aproximação, transmudou-se para séria, encarou-me fixamente nos olhos e redargüiu-me:

- Pô, cara! Não está sabendo, não?

- Lá vem merda! – Pensei imediatamente e passei, como ele, na velocidade de um corisco, de sorridente para estupefato, sentindo uma contração generalizada dos meus lábios, das bochechas e das pálpebras, simultaneamente ao aparecimento de um amargor na saliva e deixando-me com os olhos quase fechados, e, por fim, o enrugamento típico de preocupação da pele da minha testa, sintomas comuns claramente perceptíveis quando sinto que alguma coisa inesperada e desagradável está para me ser dita. Ato contínuo, mecânico, mesmo, levo uma das mãos à boca, como a querer sufocar ou esconder um grito, um urro, que ameaça, mas não sai. Calo-me por alguns segundos, viro o rosto como que para disfarçar minha emoção e olho para o outro lado, para a rua, como a procurar ninguém. Apesar de tudo, fico muito frio nessas situações. É coisa rápida! Deixo passar um curto espaço de tempo. Mudo, calado! Então, agora com cara de meio abobalhado, a princípio negando-me a ouvir o pior para, em seguida, aguardar o que poderia ser uma paulada, digo-lhe:

- Não vem com brincadeira, não, Borracha! O quê que aconteceu com ele?

- É, meu! – Retrucou Borracha. - Faz quase um ano que o Gastãozinho morreu! Cê não sabia, não?

Foi mesmo como uma paulada na minha cabeça. Num átimo, meus pensamentos foram até Plutão e voltaram.

E continuou: - Morreu lá em Itatiaia, num domingo, disso me lembro muito bem! Foi almoçar na casa de um conhecido dele - uma big de uma peixada. Foi até ele quem levou o peixe! Beberam umas e outras, se lambuzaram e se entupiram com o peixe com pirão. Depois foi dormir num sofá, ali ficando quietinho, quietinho, até que o colocaram, mais tarde, esticadinho, esticadinho, sobre uma maca, que foi finalmente colocada dentro daquela famigerada e famosa perua Chevrolet Caravan do ano 77, tipo pé-de-boi, de cor bege, chapa de Resende, de certa – Cruz credo! - funerária e o trouxeram pra cá, pra ser enterrado no túmulo da família.

Foi uma merda de notícia, mesmo, como eu previ. Acabou com o meu dia e obscureceu a aura do meu astral, como se ficasse de luto até hoje, cerca de um ano após a morte de mais um querido amigo.

Conhecia-o desde a década de 50, quando ele trabalhava no Banco da Lavoura, plantado na Avenida Albino de Almeida, ali perto da boca da ponte velha. Acho mesmo que este deve ter sido o único registro em sua carteira profissional. Era um sujeito de bem com a vida, sempre rindo, sempre solícito e, pelo que sei mais dele até hoje, nunca soube que tenha falado mal de mim!

João Carlos Cardoso Gastão, conhecido simplesmente como Gastão, era parecido comigo, em matéria de bebida: preferia cachaça a qualquer outra bebida. Cerveja só lhe apetecia como refrigerante da sua goela, arranhada pelas pingas bravas que ele, como eu, tomávamos. Agora, aliás, há quase um ano, por força das circunstâncias em que se meteu, não bebe mais, mas eu , quando estou na ativa, o que não é o caso, no momento, acredito que ando bebendo pelos dois.

Minha amizade com ele solidificou-se em 1985 quando, juntamente com o Carlão, o João Antena, ele e eu – todos pertencentes à mesma panelinha de amigos, tudo gente da mais fina qualidade! - nos associamos pra tocar um bar nas proximidades da EXAPICOR – Exposição Agro-Pecuária, Industrial e Comercial de Resende – durante os festejos de 29 de setembro, data do aniversário de emancipação de nosso município. Nessa ocasião, a prefeitura promovia a sua realização ali onde até hoje é a sede do executivo municipal; essa festa foi posteriormente transferida para onde hoje denominamos de Parque da Exposição ou simplesmente pelo seu acrônimo EXAPICOR, uma grande área próxima do aeroporto, possibilitando que tivesse uma infraestrutura compatível com a sua importância e tamanho, que cresce ano a ano. Considero este evento anual não apenas como um dos mais importantes do nosso município - e que me perdoem os municipaleiros das cidades vizinhas - mas também da região, pelo ajuntamento de gente daqui que o freqüenta ou que dele participa, e como participantes me refiro às gentes de fora que para aqui convergem, gente das cidades vizinhas, gente dos shows, sempre com cantores e bandas populares em evidência nos palcos desse Brasilzão, gente das barracas que vende um monte de bugigangas e outro monte de comidas e doces, gente dos estandes de exposição, propriamente falando, de empresas industriais, comerciais, bancos e outras áreas de prestação de serviços

Alugamos, por uns dez dias, uma casa que estava desocupada ali atrás do Fórum, na época um terreno baldio, na esquina da Rua Mário Piriquito com a Avenida Rita Maria Ferreira da Rocha, que eu teimo feito uma mula, melhor dizendo, feito um burro empacado em chamar de Avenida Beira-rio, e ali montamos o nosso boteco, especializado na venda de refrigerantes, cerveja, churrasco de boi e churrasquinho de pernil de porco. - Pinga pro povão? - Não! - Portarias municipais proíbem a sua venda dentro da área de abrangência do megaevento. - Pinga pro Gastão e pra mim? – Lógico! E cerveja à vontade pros quatro proprietários do estabelecimento! Pro Carlão, mais Rum Bacardi pra ele tomar o seu Zécú (rum com Coca-Cola) costumeiro.

Era tudo legal, dentro dos conformes das leis que regem esse tipo de comércio sazonal, porque sói acontecer sempre em plena primavera.

Com o Alvará de Funcionamento obtido e demais autorizações autorizadas (Eita!) para tempo determinado, tocamos o negócio dentro de um princípio que os quatro julgamos de bom senso e justo e que funcionou na base de uma para o freguês, uma para nós. Foi assim que passamos um bom par de dias nos divertindo pra valer no BAR DOS 4 PATETAS, que teve até uma placa com esse nome pendurada do lado externo da casa e que, tenho absoluta convicção do que vou dizer, marcou profundamente nossas vidas e amalgamou nossas amizades.

Foi uma pauleira dos diabos, uma correria filho-da-puta, praticamente 24 horas por dia. Fazíamos revezamento, mas no final da festa, estávamos esgotados e, descontados os canos, sobrou de lucro, para ser dividido por 4, nada maior do que um salário mínimo, suficiente, no entanto, para não deixarmos de fazer uma derrubada no dia seguinte lá no Cospe Grosso e ficar bebendo até que o Russo baixasse as portas.

Não sobrou uma foto, tampouco nenhuma outra lembrança física.

- E o quê resta dos quatro patetas, hoje? – Pergunta solta, que poderei ouvir a qualquer momento.

- Apenasmente eu e a lembrança das brincadeiras e dos fatos que lá aconteceram conosco; ficou muita saudade da nossa convivência naqueles dias; do João Antena, que morreu há mais de dez anos, do coração; do Carlão que, como já disse, também morreu, já tem mais de cinco anos, do coração também; há cerca de um ano, morreu o Gastão, conforme narrado, do coração, talqualmente o Carlão e o João. No último chek-up que fiz, em agosto último, meu coração estava OK, my boy!

Se eles estão me esperando em algum lugar pela minha chegada e já treinando em fila com o ilá, ilá, irê, ô, ô, ô da Xuxa, com cuja fila deverei me juntar um dia para emendar o trenzinho da alegria, podem tratar de tirar o cavalinho da chuva porque tão cedo não pretendo, não quero, não estou a fim de acompanhá-los nas suas paradas atuais e vamos dar por encerrado este papo!

Esclareço a todo mundo que além dos nomes e apelidos que citei, pouquíssima coisa posso acrescentar sobre os meus três amigos. Para a manutenção da nossa amizade, era suficiente apenas um nome ou um apelido. Do João Antena, acho que tinha o sobrenome de Batista e era o irmão mais velho do Jass, também meu amigo, também morto há uns 2-3 anos. Também do coração! E do Gastão, sei que era oriundo da Vila Araújo, onde morava até bater as botas.

E, antes de concluir, fico cá ruminando com meus botões: eu estava a fim de escrever sobre o Carlão e acabei escrevendo sobre o Gastão. Coisas do momento, dirão os filósofos da barbearia da esquina.

Mas valeu pelo inesperado da inspiração que tive para escrever este artigo, que terminou selecionando o Gastão como personagem principal e que foi, resumidamente, uma pessoa que trilhou comigo os mesmos caminhos em determinados momentos de nossas vidas e que permanecerá eternamente na minha lembrança como um amigo fiel, de agradável e insubstituível companhia e que por isso se tornou um dos meus tipos inesquecíveis.

Haverá o momento de escrever sobre o Carlão que, entre todos os amigos que tenho e tive, ocupa um lugar muito especial nas minhas recordações, pelo seu jeito pessoal e inigualável de alegrar a todos os que se encontravam na sua proximidade. E eu me recordo dele todo dia e, a cada lembrança, sinto meu coração se comprimir, como se amuado ficasse pela distância que hoje nos separa. Só para você ter uma idéia dessa separação, visitante amigo, é dele a frase com a qual sempre termino os meus escritos e que fica no pé das minhas postagens. Confira!

- I bibida prus músicus!
- E então, amigo internauta! Você acha que posso deixar de escrever alguma coisa sobre o Carlão algum dia?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Pobremas domésticos 1

Sexta-feira passada gastei R$ 69,00 para substituir a fonte do meu PC. O técnico disse que a substituída havia queimado por causa de sobre-tensão na rede elétrica.

– Sa cumé! Essas chuvona toda tardi, us raio qui cai toda hora... – Disse-me ele.

– Mais eu tenhu instabilizadô i adipois tudo passa pelos filtru! – Retruquei.

- Tudu porcaria. – Num vali bosta ninhuma! - Finalizou ele.

Amanhã devo pagar R$ 215,00 pela substituição do HD do mesmo PC. E eu havia manuseado o filho-da-puta por apenas dois dias! O técnico disse que não queimou. Hoje travamos u siguinti papu:

Ele: – Sa cumé! Esses treco são pra durar 2, até 5 anos. Aí ele chega num pontu que não reconheci mais porra nenhuma. Tem qui trocá ela i adipois tem qui recunfigurá tudu di novu. Cê tem qui trazê us programa da praca-mãe, do seu Windows XP, da praca de vídeo, da praca di capitura da TV i aquelis otros programa malucu qui ocê tem.

Eu: – I us meus arquivu di imagi qui eu arquivava tudu em meus documentu? Mais de 3 gigabaiti?

Ele, seco: - Fodeu!

De setembro do ano passado até a última sexta-feira, gastei R$ 1112,00 com o meu computador, entre hadwares novos e serviços técnicos para as substituições e instalações, reconfigurações e outros blá-blás. É verdade que fiz um baita upgrade nele, transformando-o numa máquina veloz, o que realizei de propósito, enchendo tudo de muitos megabites para que os meus dois filhos parassem de reclamar com a lerdeza antiga de que ele era portador e que transformava o prazer deles por jogos em verdadeira agonia.
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Sa cumé! Os jogos de hoje, para funcionarem mais ou menos, precisam que, por exemplo, uma placa de vídeo tenha uma capacidade de 256 gigabites. Mandei colocar logo uma de 512 gb.

É um treco que come o nosso – pelo menos o meu - dinheiro de uma maneira tal que, a continuar assim, vou acabar como o sem-teto norte-americano da foto, a qual capturei aqui, no site do Hypescience, onde tem mais 9 sobre o mesmo tema, engraçadíssimas.

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- Fiz esta postagem no lepitopi da minha muié, um Dell Vostro 1000. Mó moleza! Mesmo porque ele é totalmente configurado como o meu, sem tirar nem por qualquer item de software. Mandei que o técnico assim o deixasse porque a Luisa estava acostumada a futucar no meu PC... Assim, eu e ela não estranhamos quando pegamos no PC do outro. Legal, né?

- I bibida prus músicus!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sobre a Vírgula

Dicas very, very importantes about the uso da vírgula:

- Prestenção aí, ô, meu!

Vírgula pode ser uma pausa... Ou não!
- Não, espere!
- Não espere.!

Ela pode sumir com seu dinheiro.
R$ 23,4.
R$ 2,34.

Pode ser autoritária.
- Aceito, obrigado!
- Aceito obrigado!

Pode criar heróis.
- Isso só, ele resolve!
- Isso só ele resolve.

E vilões.
- Esse, juiz, é corrupto!
- Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
- Vamos perder, nada foi resolvido!
- Vamos perder nada, foi resolvido!

A vírgula muda uma opinião.
- Não queremos saber!
- Não, queremos saber!

Uma vírgula muda tudo!

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.

Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

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(- Pô, meu! Cê viu lá em cima? Traduzi quase toda a frase pro ingreis. Tô melhorando, fala a verdade!)

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- Brigado, Francine!

I bibida prus músicus!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Jorge "Jesus" (ou apenas... Jorge)

Parecia mendigo ou louco. Não era uma coisa nem outra.

Rua Eduardo Cotrim nos anos 50 (Bairro Lavapés) - Aqui viveu Jorge "Jesus"

Vou começar essa nova seção com um tipo bem conhecido dos resendenses não tão antigos, pois até há (relativamente) pouco tempo ele ainda estava entre nós. Eu, e muitas outras pessoas o chamávamos simplesmente de Jorge “Jesus”. Não diretamente a ele. Era um apelido meio secreto. Quando nos dirigíamos a ele dizíamos apenas... Jorge. Para os que não o conheceram, e como não tenho foto dele, vou tentar fazer uma breve descrição do tipo. Não era muito alto. Devia ter perto de 1,70m. Longos cabelos pretos cacheados, assim como sua nunca aparada barba. Ambos pareciam ensebados. Rosto branco, magro, macilento, os grandes olhos pretos tinham um brilho incomum, que lhe emprestavam um olhar rasputiniano. Boca bem torneada com dentes maltratados. Quase sempre sem camisa; cobria o forte tronco com um saco de estopa velho, que era recoberto por um pedaço de plástico transparente nos dias de chuva. As calças rotas e sujas amarradas na cintura com uma cordinha de sisal e com as pernas dobradas bem enroladinhas até perto do joelho, deixavam à mostra canelas brancas não muito finas, assim como polpudas batatas da perna. Pés grandes; andava invariavelmente descalço, o que lhe propiciava um solado natural grosso e aparentemente indestrutível. Não fumava, não bebia e nunca o vi de chapéu ou boné. Tinha a aparência de um legítimo mendigo. Ou louco. Mas não era nem uma coisa nem outra. Colocassem-lhe uma coroa de espinhos na cabeça e dessem-lhe uma cruz para levar às costas... Daí o apelido. Eu sempre me perguntava: ”Porque não o chamam para interpretar o Auto da Sexta-Feira Santa? Ficaria bem mais original que aquela imagem que crucificam em frente à Igreja”. De vez em quando passava pela gente resmungando alguma coisa ou mesmo falando com seus botões. Nunca vi ou soube que tivesse praticado qualquer maldade ou um ato tresloucado contra alguém. E nem rasgado dinheiro. Gostava de “matar” ou “internar” os moradores mais conhecidos do bairro. Pura brincadeira. De mau gosto, é certo, mas que rendia muito riso entre as “comadres e compadres”, geralmente suas vítimas preferidas. E a forma que ele usava para divulgar a “notícia” era infalível. Via o comércio que tinha mais gente e em voz alta falava ao comerciante, seu conhecido: “Ouvi dizer que o fulano morreu” ou “está internado muito mal na Santa Casa” e saía batido, sem dar maiores detalhes. A novidade se espalhava rapidinho e era um tal de uma comadre ou compadre bater na casa do “falecido” e ser recebido pelo próprio. Ou ir visitar o “internado” e descobrir que o mesmo estava gozando de plena saúde. E depois do susto, a farra no bairro era inevitável. Coisa de cidade pequena, pacata, gostosa de se viver. Coisa dos bons tempos... Quem de fora da cidade o visse, certamente se afastaria dele por causa dessa sua forma singular de se trajar. Além do aspecto de sujeira. Porém, não cheirava mal. Possuía umas casinhas no Lavapés, que alugava. Numa delas, morava nos fundos. Dizem que dormia em cima de uma goiabeira e quando chovia, usava uma lona plástica pra se cobrir. Não sei se é lenda essa parte da goiabeira. Homem de poucas palavras podia, no entanto ser visto sentado na praça da Matriz conversando com um seleto grupo de amigos. Todos bem vestidos. O assunto, quase sempre era política. E consta que sabia muito bem o que estava falando. Quando chegava alguém estranho ao grupo, ele ouvia um pouquinho da prosa do novato e se não gostasse, simplesmente saia. Ia embora sem nada falar. Apenas resmungava alguma coisa ininteligível. Provavelmente xingando o intrometido. Também era facilmente encontrado nas missas da Matriz. Ficava sempre em pé, nos fundos da igreja. Freqüentava com assiduidade os enterros. Às vezes carregava a coroa de flores. Sempre caladão. O detalhe mais interessante é que, apesar da aparência, era de inteira confiança. Os comerciantes do Lavapés que o conheciam bem, lhe confiavam o pagamento de contas, títulos, depósitos e recebimento de cheques, por isso era sempre visto também nas filas de banco. Alguns se assustavam com a presença de um “mendigo” no caixa pagando e recebendo. E os seguranças já o conheciam e não impediam sua entrada. Muito pelo contrário. Encontrei-o por diversas vezes no Itaú e Banco do Brasil. As pessoas (geralmente senhoras de idade, as famosas “comadres”) também lhe pediam para comprar coisas nos supermercados e lojas mais distantes. As mães se aproveitavam de sua aparência estranha, de “Bicho Papão” e quando queriam assustar os filhos pequenos, ameaçavam: “Se você não sossegar vou chamar o barbudo pra te pegar!!!” Coitado do Jorge. Tão pacífico e inofensivo, sendo usado pra corrigir criança mal educada. Realmente uma figura incomum, que fazia parte do folclore da cidade. Detestava a palavra banho. Dizem que o pessoal mais chegado a ele ali no Lavapés, às vezes cismava e o pegava a força para uma “aguada” no Paraíba, nos fundos da Escola da Da. Antonina. Aí sim, nessa hora ele deixava de ser “Jesus” e virava Besta, se tornava agressivo. Violento mesmo. Mas o pessoal, com jeitinho acabava dominando-o e, debaixo de gritos, palavrões, urros e gemidos, lhe davam uma boa esfrega no rio. No fundo, bem no fundo, acho que ele gostava, pois percebia que tinha muita gente que se importava com ele. E nesse dia, vestia uma camisa limpinha. O saco de estopa ficava esquecido, dependurado na goiabeira. Se foi como viveu. Sem deixar rastro. Apenas... Saudade. E fica a pergunta: Porque para nós ele não era visto como mendigo ou louco, mas lembrava a imagem do Menino Deus? Quase sempre, as aparências enganam... Acho que virou Jorge Jesus de vez.

Fernando Lemos – 19/01/2009

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- Esta crônica eu a trouxe do site Notícias de Resende, cujo capitão e criador é o meu amigo Fernando Lemos e está inserida na sua coluna Quem Lembra!?, onde deixei um comentário com os seguintes termos:

“Caro Fernando:

Você fez uma descrição perfeita do Jorge, que conheci desde 1948, quando meus pais se mudaram do Manejo para o Lavapés. Era uma figura realmente ímpar e, fato que você não citou na sua crônica, um detalhe que não chegou ao seu conhecimento, é que ele freqüentemente assistia a missa na Igreja Santa Cecília, aqui no Manejo, onde moro desde quando me casei, ou seja, desde 1971. Fiquei bastante triste quando soube que ele tinha partido, mas, seguramente, deve estar em algum lugar muito melhor do que este por onde ele passou.

Com a sua devida licença, vou copiar a sua crônica e repeti-la no meu blog Norrival, como uma derradeira homenagem que me é possível prestar-lhe.

Na sua fotografia, o casarão do primeiro plano, à direita, é, até hoje, dividido em duas residências. Minha família ocupava aquela com as duas primeiras janelas. Na outra, que continua até a esquina, com a porta e as três janelas, morava a família do Sr. Geraldo, fiscal da prefeitura, marido da Dona Arlete. A entrada para a nossa casa era feita pela lateral, onde se pode ver uma parte do portãozinho.)"
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- Brigado, Fernando!

- I bibida prus músicus!

Viva! Novo site resendense, gente!

Este é o topo da homepage do novo site resendense denominado Resende Notícias, com endereço eletrônico em www.jornalexpress.com.br/fepele:
Ancorado no provedor JornalExpress, o site Resende Notícias parece, à primeira vista, ter nascido para resgatar um passado relativamente recente da nossa cidade, pelo que pude comprovar ao dar uma big e caprichada navegada nele. Mas se engana quem pensar que fica apenasmente nisso!

Constitui-se, em verdade, num repositório de crônicas surpreendentes, a maioria das quais escritas por Fernando Lemos, jornalista, seu comandante e criador, meu amigo desde nossa meninice e moleques que fomos no Bairro Lavapés, bairro daqui de Resende, que saca das suas lembranças fatos e passagens que ele presenciou, viveu ou deles tomou conhecimento, transformando-os em lindos textos, cuja leitura é uma cachoeira de recordações, agradáveis em sua maioria, alegres na mesma proporção, e tristes algumas, pelo desfecho de finais de vidas de certos personagens que um dia conviveram conosco.

Gostei imensamente das histórias de Resende e de todos os tipos que conhecemos e que ele inseriu até agora nas suas postagens. As descrições que ele faz das pessoas, dos lugares e dos logradouros nos seus devidos tempos - de 1950 para cá - são perfeitas, e posso e tenho autoridade para afirmar isso porque eu também fui personagem desse palco. Sendo dono de acurada percepção e capacidade de memorização, Fernando tem a facilidade que lhe possibilita trazer fatos e imagens antigos até o momento presente, mostrando-os a nós em textos majestosos, refinados e sem frescura, sem o oba-oba de querer bancar o erudito que não tem dicionários, sem o lerê-lerê do intelectual que só lê jornais de frases curtas, ou o ilá-ilá-riê, ô, ô, ô dos filósofos de barbearias. Seus textos são de fácil entendimento, sérios quando necessário, risíveis quando a momento o permite.

Não fica, porém, acorrentado apenas nesse passado de sua vida e de nossa cidade. Dono de um pensamento eclético, esmera-se, simultaneamente, da mesma forma apaixonada, em enaltecer valores vivos da nossa sociedade - abrangendo todo o seu espectro social - e que se transformaram em orgulho para todos os resendenses; denuncia descasos de nossas autoridades municipais e aponta falhas de suas administrações quando o assunto o incomoda; despe-se de pudores pessoais e intelectuais e reproduz com humilde grandeza criações de outras sumidades, o que só valoriza o seu caráter, não importando de quem ou de onde sejam ou provenham. Seu campo de visão vai muito além do horizonte que enxergamos daqui da Princesinha do Vale.

A aplaudir também no seu site está a apresentação de fotos antigas da cidade, pertencentes ao seu acervo pessoal, o que, juntos – textos e fotos – nos remetem a outra dimensão de nossas vidas, como se viajássemos numa hipotética máquina do tempo ou naquele DeLorean do filme De volta para o futuro.

Constitui-se, a partir de agora, em mais um endereço das “Fontes de onde bebo” - um gadget da minha sidebar - e, para provar isso, meu próximo post será um crônica publicada no seu site. Afinal, quando copio alguma coisa de outros blogueiros, isso não apenas acrescenta valor cultural ao meu blog, mas também enaltece os próprios, na medida em que colaboro para a divulgação de suas idéias e criações literárias.

Por ter gostado do site Resende Notícias, recomendo-o para a visita dos meus amigos, resendenses, ou não.

- I bibida prus músicus!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A crise segundo Einstein

Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque ela traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.

Albert Einstein

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- Brigado, Rafinha!

- I bibida prus músicus!

Você está despedido!

Você é diretor de uma indústria de geladeiras. O mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, os economistas americanos prevêem uma recessão, com grande alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide, pelo sim, pelo não, economizar 20 milhões de dólares. Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.

Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração, que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro a falar tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução.

“- Antes de mais nada, eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais, economizando 12,2 milhões de dólares. Postergaria, por seis meses os gastos com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera. Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar". É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento, muitas até premiadas por sua "responsabilidade social".

Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse:

- Levante-se e saia da sala!

- Desculpe, professor, eu não entendi! - Disse John, meio aflito.

- Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.

Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé.

Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral!

Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:

- Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo. Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.

Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária.

Se você decidiu reduzir seus gastos familiares "só para se garantir", também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão. Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão. A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada.

O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé. Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio.

Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas. Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.

Stephen Kanitz

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- Brigado, Gu!

- I bibida prus músicus!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A folhinha verde

ATENÇÃO! ESTE POST CONTÉM PALAVRAS DE BAIXO CALÃO! LINHÁSMENTE, É PORNOGRÁFICO, MESMO!
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Havia cinco anos que José namorava Maria, uma moreninha de corpo escultural, bundinha perfeita, arrebitada, peitinhos durinhos, empinadinhos, do tamanho de duas maçãzinhas nacionais. Só havia um problema: até então Maria não tinha liberado nada mais que uns amassadinhos pro José. Um dia, os dois estavam se embrulhando no sofá, pega daqui, pega dali, amassa aqui, amassa ali, temperaturas corporais subindo, pensamentos se embaralhando, amassa, amassa, amassa...

José começou e terminou por tirar a blusinha de Maria, a qualmente bluzinha foi jogada sobre o tapete, sendo logo semicoberta pela saia. Tirou sua calcinha e quando achou que finalmente ia pro acabamento, Maria cortou o barato e mesmo tentando esconder que arfava, disse:

- José, eu sou moça de família! Só vou transar com você depois de casar! Quando isso acontecer, até folhinha verde eu farei com você.

Frustado e sem entender o que era folhinha verde José levantou-se e saiu. Foi à casa de Joana, uma loirinha oxigenada que era um caso antigo dele, daquelas que liberava geral.

Ao chegar, José não pensou duas vezes e foi logo pra cima de Joana. Rola pra cá, rola pra lá, depois de várias posições, tomou coragem e disse:

- Joana, você não acha que já estamos repetindo muito as posições nas nossas transas? Não acha que devíamos procurar outras diferentes?

- Acho sim, morzinho!

- Então, quem sabe você poderia fazer uma folhinha verde?

Joana ficou branca e logo gritou:

- Quem você pensa que eu sou? Posso ser sua amante, fazer todo tipo de sacanagem, mas você está achando que sou dessas que fazem folhinha verde?

Dito isso, enfiou a mão na cara do condenado e concluiu:

- Fora daqui, agora mesmo, já!

Começou a jogar tudo o que tinha ao seu alcance em cima de José, que não teve alternativa a não ser sair correndo, com as calças na mão.

No dia seguinte José foi pro trabalho, mas não parava de pensar em como deveria ser a tal da folhinha verde. Claro que não perguntou pra nenhum amigo, pois não queria passar vergonha. A solução seria uma visita a um puteiro.

Então, à noite, pra lá se dirigiu. Depois de beber umas e outras, sentiu-se preparado e chamou uma das garotas, uma muito, muito linda, de parar o trânsito. Ao chegar ao quarto foi logo perguntando:

- Você faz realmente tudo?

- Claro! Estou aqui pra isso, fofinho!

- Qualquer coisa, mesmo?

- Vou ser totalmente franca pra você: estou aqui pra ganhar dinheiro e faço tudo o que for preciso, o que você quiser.

- Então vamos começar logo com a folhinha verde?

Sem pensar, a putinha tascou um tremendo tapa na cara de José e foi gritando:

- Seu sem vergonha. Sou puta, mas não sou qualquer uma, viu? Quem você pensa que eu sou?

Meteu mais um e mais outro tapa na cara do coitado e continuou gritando, enquanto fora do quarto todo mundo escutava seus berros.

Sem entender o que estava acontecendo, o cafetão do local invade o quarto, mostrando uma cara de brabo, e vai logo perguntando:

- U quê qui tá pegano aí, moçada?

- Meu amigo, eu só perguntei se ela fazia de tudo. - Respondeu José.

- Ora, aqui todas fazem de tudo! Não estou entendendo!- Disse o cafetão.

- É que eu pedi pra ela fazer uma folhinha verde comigo. Aí ela enlouqueceu, ficou desse jeito, quando...

Sem deixar José concluir a frase, o cafetão saca o revólver e vai berrando:

- Aqui é um puteiro de respeito, cara, e minhas meninas não são desse tipo. Saia daqui, seu feladaputa, senão te meto um tiro nos cornos!

E José, novamente sem ter escolha, saiu fugido, e correndo foi direto pra casa de Maria. Ao chegar, foi logo dizendo:

- Maria, case comigo! Agora, por favor!

Afinal, José não agüentava mais ficar sem saber o que era folhinha verde. Dois dias depois se casaram e foram pra lua-de-mel. Agora José estava realmente esperançoso.

Mas no caminho da lua-de-mel, sofreram um grave acidente. José escapou com vida, mas Maria morreu. Na hora!

Até hoje José chora. Não de saudade, mas de raiva, pois não conseguiu descobrir o segredo da folhinha verde.

E, cá entre nós: que merda, né? É muita sacanagem!

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- Texto de autor desconhecido, revisado pelo papagoiaba aqui.

- Brigado, Gu!

- I bibida prus músicus!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Salada de piadas

A mulher entra num restaurante e encontra o marido com outra:

- Pode me explicar o que é isso?

E ele responde:

- Só pode ser azar!

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Antigamente, quando uma moça conhecia um rapaz gentil e educado perguntava logo se era solteiro.

Hoje, pergunta se é viado.

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- A senhorita aceita um uísque?

- Não posso. Me faz mal para as pernas.

- As suas pernas incham?

- Não, abrem!

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Um velho senta-se num banco no ônibus, bem em frente a um punk de cabelos compridos, com mechas verdes, azuis, rosas e vermelhas.

O velho fica olhando para o punk e o punk olhando para o velho. O punk vai ficando invocado. Até que então pergunta ao velho:

- O quê foi, vovô, nunca fez nada diferente quando era jovem?

O velho responde:
- Sim, eu fiz! Quando eu era jovem, fiz sexo com uma arara, e estou aqui pensando: - Será que este FDP é meu filho?

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A mulher compra um kit da Tiazinha para surpreender o maridão que há tempos não se animava.

- E aí querido? Com quem eu fiquei parecida?

- Do pescoço pra cima, com o Zorro, do pescoço pra baixo, com o Sargento Garcia.

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- Lobo Mau, por que você tem essa testa tão suada, olhos tão apertados e os dentes tão arreganhados?

- Pô, Chapeuzinho, me deixa cagar tranqüilo!

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- Carmen, você está doente? Pergunto-lhe porque esta manhã eu vi sair um médico da sua casa ...

- Olha, minha minha querida, ontem eu vi sair um militar da sua e nem por isso você está em guerra, não é verdade?

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- Diga-me, por que motivo você quer divorciar-se de seu esposo?

- Meu marido me trata como se eu fosse um cão!

- A maltrata? Bate em você?

- Não, quer que eu seja fiel!

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Um ladrão grita ao outro, em meio a um roubo:

- A polícia está aí!

- E agora, o quê fazemos?

- Vamos pular pela janela!

- Mas, nós estamos no 13º andar!

- Agora não é hora para superstições!

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- Brigado, Fernando!

- I bibida prus músicus!

Joãozinho e os chifres domésticos

Joãozinho estava brincando no playground da escola, quando viu o carro do seu pai passando em direção ao mato atrás da escola. Ele seguiu o carro e viu seu pai e tia Jane se abraçando apaixonadamente. Joãozinho achou isso tão excitante, que não se conteve e correu pra casa pra contar pra sua mãe o que tinha visto.

- Mamãe, mamãe, eu estava no playground da escola, quando vi o carro do papai indo pro mato com a tia Jane dentro. Eu fui atrás pra ver e ele tava dando o maior beijo na tia Jane. Depois ele a ajudou a tirar sua blusa. Aí a tia Jane ajudou o papai a tirar suas calças e depois a tia Jane...

Nesse ponto a mãe o interrompeu e disse:

- Joãozinho, essa é uma história muito interessante. Que tal você guardar o resto dela pra hora do jantar? Eu quero ver a cara do seu pai, quando você contar tudo isso hoje à noite.

Na hora do jantar, a mãe pediu pro Joãozinho pra contar sua história e Joãozinho começou:

- Eu tava brincando no playground da escola, quando vi o carro do papai indo pro mato com a tia Jane dentro. Aí, fui correndo atrás pra ver e ele tava dando o maior beijo na tia Jane. Aí ele a ajudou a tirar sua blusa. Aí a tia Jane ajudou o papai a tirar suas calcas e depois a tia Jane e o papai começaram a fazer as mesmas coisas que a mamãe e o tio Bill faziam quando o papai estava no exército...

A mãe desmaiou!

Moral da história:

Às vezes, é preciso ouvir toda a história, antes de interrompermos e tomarmos decisões.
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- Brigado, Sandra!

- I bibida prus músicus!

Capão, outras histórias

Terminei de ler o livro “Capão, outras histórias”, escrito pelo meu amigo Valter Ferraz e editado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Sua leitura é daquele tipo que quando você começa, não quer mais parar, tal a dinâmica de seus personagens e as mudanças de cenário que se sucedem, numa velocidade mais rápida do que quando se cai e se rola escada abaixo. Como o papai aqui detesta subir ou descer por escadas, subi e desci sempre segurando o corrimão, contentando-me em ler devagar, sem cair na armadilha preparada pelo escritor de fazer com que a gente leia o livro de uma tacada só.

Ambientado principalmente no Bairro do Capão Redondo, situado na zona sul do Município de São Paulo, onde o Valter viveu boa parte da sua vida, o livro relata a trajetória de diversos personagens que teriam convivido no mesmo ou próximos do local onde ele também residia e de cujas histórias ele seguramente tomou conhecimento e as transformou em livro. Algumas são fragmentadas, outras, completas, na sua quase totalidade, pelo desaparecimento, sempre prematuro, de um ou outro personagem condenado. Quase todos são predominantemente foras-da-lei e até quem deveria cuidar dela, as forças da lei, desviados de sua conduta, são do mesmo ou de pior caráter do que aqueles a quem deveriam combater. São histórias curtas, acontecidas de uns vinte anos para cá, e podemos dizer que elas se repetem até hoje, com outros personagens, outros nomes, outras manchetes nas páginas de plantão policial dos jornais.

Gostei e recomendo a sua leitura. A mim, pessoalmente, o livro chegou a provocar momentos de nostalgia em certas passagens, que fizeram meus pensamentos me conduzirem de volta à avenidas do Capão Redondo, utilizadas por mim como atalho para ir de Santo Amaro até Itapecerica da Serra e adjacências, onde atendia a um grande número de clientes da empresa para a qual eu trabalhava, à mesma época das ocorrências narradas. Quem sabe se não era o Valter, então jovem, que quase atropelei no cruzamento da Estrada de Itapecerica com a Rua Feitiço da Vila, esta citada no seu livro? Quem sabe não cheguei a cruzar com o Boka, personagem principal do livro, no momento em eu tomava um cafezinho numa das padarias daquela estrada, e ele e sua turma, as suas cervejinhas, de costas para mim? Ainda bem que eu não tinha laptop naquele tempo!
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Interessado em adquirir o livro? - Realize o seu desejo clicando aqui.
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- Valter Ferraz mora atualmente em Mongaguá e é o titular dos blogs Perplexo Inside e da Rádio Pier FM.

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- I bibida prus músicus!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Jesus e o português

Maria Madalena estava para ser apedrejada quando Jesus interferiu a seu favor:

- Quem aqui nunca errou que atire a primeira pedra.

O português, que estava ali por perto, pegou um baita tijolo do chão e meteu bem no meio da testa da Maria Madalena.

Jesus foi conversar com o português.

- Escuta meu filho, você nunca errou?

E o português:

- Desta distância, não senhor!

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- Essa é boa, ó raios, fala a verdade… Ora pois… Peguei-a no blog Aqui tem coisa, do meu amigo Fernando Stickel.

- I bibida prus músicus!

Foco no problema e foco na solução

O sujeito vai ao psicólogo.

- Doutor - Diz ele. - estou com um problema: toda vez que estou na cama, acho que tem alguém em baixo; aí eu vou pra baixo da cama e acho que tem alguém em cima. Então, fico assim: pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco!

Deixe-me tratar de você durante dois anos. - Diz o psicólogo. – Venha três vezes por semana e eu curo este problema.

- E quanto o senhor cobra? - Pergunta o paciente.

- R$ 120,00 por sessão - Responde o psicólogo.

- Bem, eu vou pensar - Conclui o sujeito.

Passados seis meses, eles se encontram na rua.

- Por que você não me procurou mais? - Pergunta o psicólogo.

- A 120 paus a consulta, três vezes por semana, durante dois anos, ia ficar caro demais, aí um sujeito num bar me curou por 10 reais.

- Ah é? Como? – Pergunta o psicólogo.

O sujeito responde:

- Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama!

Moral da história:

Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples, porque há uma grande diferença entre o foco no problema e o foco na solução. Pense nisso!

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Brigado, Ângela!

- I bibida prus músicus!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Manhêêêê! Virei manchetes no Varal de Idéias!

Manhêêêê! Tá lembrada daquela caricatura que o meu amig0 Eduardo P. Lunardelli fez di mim e qui saiu nu blog dele, o Varal de Idéias, como uma das suas Vítima da Quinta? A qualmente caricatura o seu filhinho se assenhorô dela e botô ela na saidebar deste brog? – Pois é! – Pois fique sabeno que pur causa disso ele botô toda a romepeidje do meu brog no blog dele em 18.12.2008! Foi legal, num acha?

Tem tombém um post meu que ele reproduziu inteirim ainda onti no blog dele. – Qual? – Aquele de sacanagi, com as fotos dos dois defeitu das arvi. – Purque qui num mostrei pra Sinhora? – Purque era di sacanagi, porra, e a senhora é crenti! Foi bilegal ou bi-legal, num foi?

Cumé qui tô mi sintindu pur causa disso? – Assim, assim, meiu incrédulu, parecenu qui tô nas nuvens, com um baita sentimentu di felicidadi, querenu até dançar na chuva.

Purque qui eu num pubriquei isso antis? – Óia bem, Mãi! Eu vi as postagens do Eduardo nu dia em que elas sairam du fornu, mas aconteci qui eu tava atoladu com outras matéria, adispois entrei num campeonatu monstruosu de tranca lá nu butiquim, cum oitu duplas, sendu qui a minha ficô em 7º lugar. Aí mi deu uma baita de uma depressão, num quis ir num psicanalista auditivo e tampei na cachaça pur quase um meis. Aí acabô a depressão e vortei à blogação. Não é trilegal ou tri-legal, conforme fala os gaúchu?

- I bibida prus músicus!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Língua Portuguesa: Como será daqui pra frente?

Uma professora de português pediu à amiga escritora que criasse um conto ou crônica utilizando as novas regras ortográficas para trabalhar com seus alunos adolescentes.

A escritora, depois de muito relutar, acabou cedendo aos insistentes apelos da amiga.

No dia da apresentação da aula, os alunos estavam mais dispersos que o normal. A professora chegou a pensar em mudar o tópico, mas as férias estavam chegando e a matéria andava atrasada. Ela notou que aos poucos seus alunos participavam da aula, fazendo comentários ou complementando alguma parte do texto.

Durante as aulas que vieram depois, surgia um comentário ou outro que trazia a crônica novamente à baila e que era rapidamente integrado à matéria do dia. A turma evoluiu.

As provas mostraram que as novas regras ortográficas foram bem assimiladas pela turma, que obteve a melhor média de notas da escola.

Outra professora resolveu utilizar a crônica em outra escola. O resultado foi animador.

A crônica:

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Como será daqui pra frente?

Estive vendo as novas regras da ortografia. Na verdade, já tinha esbarrado com elas trilhares de vezes, mas foi apenas hoje que as danadas receberam uma educada atenção de minha parte.

Devo confessar que não foi uma ação espontânea. Que eu me lembre, desde o ano retrasado que uma amiga me enche o saco para escrever a respeito. Faço-o com a esperança de que diminua o volume de e-mails e torpedos que ela me envia.

Em suma, que as novas regras ortográficas a mantenham sossegada por um bom tempo.

Cai o trema!

Aliás, não cai... Dá uma tombadinha. Linguiça e pinguim ficam feios sem ele, mas quantas pessoas conhecemos que utilizavam o trema a que eles tinham direito?

Essa espécie de "enfeiação" já vinha sendo adotada por 98% da população brasileira. Resumindo, continua tudo como está.

Alfabeto com 26 letras?

O K e o W são moleza para qualquer internauta, que convive diariamente com Kb e Web-qualquercoisa.

A terceira nova letra de nosso alfabeto tornou-se comum com os animes japoneses, que tem a maioria de seus personagens e termos começando com y. Esta regra tiramos de letra.

O hífen é outro que tomba mas não cai.

Aquele tracinho no meio das vogais, provocando um divórcio entre elas, vai embora. As vogais agora convivem harmoniosamente na mesma palavra. Auto-escola cansou da briga e passou a ser autoescola, auto-ajuda adotou autoajuda.

Agora, pasmem! O que era impossível tornou-se realidade. Contra-indicação, semi-árido e infra-estrutura viraram amantes, mais inseparáveis que nunca. Só assinam contraindicação, semiárido e infraestrutura. Quem será o estraga-prazer a querer afastá-los?

Epa! E estraga-prazer, como fica?

Deixa eu fazer umas pesquisas básicas pela Internet. Huuummm... Achei!

Essas duas palavrinhas vivem ocupadíssimas, cada uma com suas próprias obrigações. Explicam que a sociedade entre elas não passa de uma simples parceria. Nem quiseram se prolongar no assunto. Para deixar isso bem claro, vão manter o traço.

Na contra-mão, chega um paraquedista trazendo um paralama, um parachoque e um parabrisa - todos sem tracinho. Joguei tudo no porta-malas pra vender no ferro-velho. O paraquedista com cara de pão de mel ficou nervoso. Só acalmou quando o banhei com água-de-colônia numa banheira de hidromassagem.

Então os nomes compostos não usam mais hífen?

Não é bem assim. Os passarinhos continuam com seus nomes: bem-te-vi, beija-flor. As flores também permanecem como estão: mal-me-quer.

Por se achar a tal, a couve-flor recusou-se a retirar o tracinho e a delicada erva-doce nem está sabendo do que acontece no mundo do idioma português e vai continuar adotando o tracinho.

As cores apelaram com um papo estranho sobre estarem sofrendo discriminações sexuais e conseguiram na justiça o direito de gozarem com o tracinho. Ficou tudo rosa-choque, vermelho-acobreado, lilás-médio...

As donas de casa quando souberam da vitória da comunidade GLS, criaram redes de novenas funcionando por 24 hs para que a feira não se unisse sem cerimônia aos dias da semana. Foram atendidas pelo próprio arcanjo Gabriel que fez uma aparição numa das reuniões, dando ordens ao estilo Tropa de Elite: - Deixe o traço!

Deu certo. As irmãs segunda-feira, terça-feira e as demais mantiveram o hífen.

Os médicos e militares fizeram um lobby, gastaram uma nota preta pra manter o tracinho. Alegaram que sairia mais caro mudar os receituários e refazer as fardas: médico-cirurgião, tenente-coronel, capitão-do-mar.

Uma pequena pausa para a cultura, ocasionada pelo trauma de ler muitas pérolas do Enem e Vestibular. Só por precaução...

Almirante Barroso não tem tracinho. Assim era chamado Francisco Manuel Barroso da Silva. Sim, o cara era militar da Marinha Imperial. Foi ele quem conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança.

No centro do Rio de Janeiro há uma avenida com seu nome (Av. Almirante Barroso). Na praia do Flamengo há um monumento, obra do escultor Correia Lima, em cuja base se encontram os seus restos mortais. Fim da pausa!
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Acho que algumas regras para este tracinho, até que simpático, foram criadas por algum carioca apaixonado. Será que Thiago Velloso e André Delacerda tiveram alguma participação nas novas regras?

O R no início das palavras vira RR na boca do carioca. Não pronunciamos R (como em papiro, aresta e arara), pronunciamos RR (como em ferro, arraso e arremate). Falamos rroldana e não roldana, rrodopio e não rodopio, rrebola e não rebola.

Pois bem: numa das tombadas do hífen, o R dobra e deixa algumas palavras com jeito carioca de ser: autorretrato, antirreligioso, suprarrenal. Será fácil lembrar desta regra. Se a palavra antes do tracinho (nem vou falar em prefixo) terminar com vogal e a palavra seguinte começar com R é só lembrar dos simpáticos e adoráveis cariocas.

Mais uma coisinha: a regra também vale para o S. Fico até sem graça de comentar isso, pois todos sabemos que o S é um invejoso que gosta de imitar o R em tudo. Ante-sala vira antessala, extra-seco vira extrasseco e por aí vai...

Quem segurou mesmo o hífen, sem deixá-lo cair, foram os sufixos terminados em R, que acompanham outra palavra iniciada com R, como em inter-regional e hiper-realista. Estes tracinhos continuarão a infernizar os cariocas.

O pré-natal esteve tão feliz, rindo o tempo todo com o pós-parto de uma camela pré-histórica que ninguém teve coragem de tocar no tracinho deles.

Já o pró - um chato por natureza - foi completamente ignorado. Só assim manteve o tracinho: pró-labore, pró-desmatamento.

A vogal i e o h não chegaram a nenhum acordo, mesmo com anos de terapia. Permanecem de cara virada um pro outro: anti-higiênico, anti-herói, anti-horário. Estou começando a achar que as vogais são semi-hostis com as consoantes...

O interessante é que as vogais quando estão próximas umas das outras não têm essa de arquiinimigas. Fizeram lipo juntas e conquistaram uma silhueta antiinflacionária de microorganismo. Sumiram todos os tracinhos, notaram? Vogal-vogal, com as novas regras ficam magrinhas: microondas, antiibérico, antiinflamatório, extraescolar...

Uma inovação interessante:

- Podem esquecer o mixto, pois ele foi sumariamente despedido. Puseram o misto no lugar dele.

Fiquei bolada com esta exceção: o prefixo co não usa mais hífen. Seguiu os exemplos de cooperação e coordenado, que sempre estiveram juntos. Não estou me lembrando, no momento, de nenhuma palavra que use co com tracinho. Será que sempre escrevi errado?

Quem diria que o créu suplantaria a ideia!? Teremos que nos acostumar com as ideias heroicas sem o acento agudo. Rasparam também o acento da pobre coitada da jiboia.

O acento do créu continua porque tem o U logo depois. Pelo menos a assembleia perdeu alguma coisa...

Resta o consolo em saber que continuamos vivendo tendo um belíssimo céu como chapéu.

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Trabalho apresentado pelos alunos da 7ª série, turma 703:
Renata, Marcela, William, Yasmine e Jeffrei
Professora: Cecília
Semana da Língua Portuguesa
Colégio Bom Pastor
junho/2008

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Crônica: Como será daqui pra frente?
De: Elida Kronig

Aplicada pelas professoras Maria Helena e Cecília com sucesso aos alunos das turmas do
- Centro Comunitário Meninos de Deus
- Jardim Escola João Vicente
- Colégio Bom Pastor
- Colégio Prof. Francisco Barros
- Centro Educacional Bom Saber

Ela tem sido uma valiosa auxiliar nas palestras e seminários de atualização da Língua Portuguesa e esta foi a maneira que encontramos de homenagear a escritora Elida Kronig, por ter tornado a matéria mais fácil pra gente.
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Tudo o que está escrito até aqui foi extraído de uma mensagem em PowerPoint que a minha amiga Célia Borges me enviou e se tive a pachorra de desmontá-la para retirar o seu texto e de reproduzi-lo tal como ele se apresenta nos 18 slides que a compõe, com os destaques coloridos, foi porque a achei de uma objetividade e eficiência ímpares para o ensino das novas regras ortográficas da Língua Portuguesa, para alunos de qualquer nível de ensino ou mesmo para aqueles que têm interesse em assimilá-las. Considero-a a mais interessante dentre muitas que tenho lido.

Foi também porque o meu círculo de amizades - e o da minha esposa também – abrange um grande número de professores e professoras, os maiores interessados na aplicação de um método de ensino que seja objetivo e claro, e que provoque inevitavelmente um interesse instigativo nos alunos, mercê do tom alegre e descontraído da linguagem usada pela Elida Kronig, a escritora da crônica.

Daqui do meu blog, da maneira como o fiz, fica, assim, fácil de copiar todo o seu conteúdo.

Numa ação imediata à publicação deste post, enviarei por email a todos os meus amigos internautas com os quais mantenho intercâmbio, sem exceções, a mensagem no seu original, quiçá para apresentação em sala de aula em PC nela localizado. Se você, amigo visitante, não estiver encaixado na minha lista de correspondentes e desejar receber a mesma correspondência, não se constranja: deixe um recadinho nos comentários desta postagem com o código do seu email ou mande-me um diretamente para a minha caixa postal, em quaisquer dos quais manifestando o seu interesse. Terei o maior prazer em atender à sua solicitação.

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- Obrigado, Célia, pela sua inestimável colaboração, muito valiosa para mim e espero que para outras pessoas também.

- I bibida prus músicus!

O presidente na Inglaterra

Quando um certo presidente esteve na Inglaterra, perguntou à rainha:

- Senhora rainha, como consegue escolher tantos ministros, tão maravilhosos?

Sua majestade responde:

- Eu apenas faço uma pergunta inteligente. Se a pessoa souber responder ela é capacitada a ser ministro. Vou lhe dar um exemplo. A rainha mandou chamar Tony Blair e perguntou-lhe:

- Mr. Blair, seu pai e sua mãe têm um bebê. Ele não é seu irmão nem sua irmã. Quem é ele?

Tony Blair responde de pronto:

- Majestade, esse bebê sou eu!

Ela vira pro presidente e lhe diz:

- Viu só? Mereceu ser ministro.

O presidente, maravilhado, volta ao seu país. Chama a ministra Dirma Russaf e lasca a pergunta:

- Cumpanhêra Dirma, seu pai e sua mãe têm um bebê. Ele não é seu irmão nem sua irmã. Quem ele é?

A ministra responde:

- Cumpanhêro presidente, vou consultar nossos assessores e a base aliada e lhe trago a resposta.

Mas ninguém sabe responder-lhe. Aconselham-na a perguntar ao ex-presidente FHC, que é muito inteligente.

Dirma liga pra FHC:

- Fernando Henrique, aqui é a Dirma Russaf. Tenho uma pergunta pra você: se seu pai e sua mãe têm um bebê e esse bebê não é seu irmão nem sua irmã, quem é esse bebê?

O ex-presidente responde imediatamente:

- Ora senhora ministra, é lógico que esse bebê sou eu!

A ministra vai correndo levar a resposta ao presidente.

- Cumpanhêro presidente: se meu pai e minha mãe têm um bebê e esse bebê não é meu irmão nem minha irmã, é lógico que ele só pode ser o Fernando Henrique.

O presidente dá seu sorrisinho sabido e diz:

- Ti peguei, companhêra Dirma. Sua resposta está compretamente errada. O bebê é o Tony Blair!

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- Brigado, Sandra!

- I bibida prus músicus!

Emergência x Celular

Comunicado de utilidade pública
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As ambulâncias e emergências médicas perceberam que muitas vezes, quando no atendimento de acidentes nas estradas ou mesmo nas cidades, a maioria dos feridos têm um celular consigo. No entanto, na hora de intervir para esses pacientes, não sabem qual a pessoa a contatar na longa lista de telefones existentes no celular do acidentado.
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Para tal, a Cruz Vermelha lança a idéia de que todas as pessoas acrescentem na sua longa lista de contactos o NÚMERO DA PESSOA a contatar em caso de emergência e que deverá ser feito da seguinte forma: “AA Emergência” (as letras AA são para que este contacto apareça sempre em primeiro lugar na lista de seus contactos).
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É simples, não custa nada e pode ajudar muito a Cruz Vermelha ou a quem nos socorre. É tão somente mais um dado que registramos no nosso celular e que pode ser a nossa salvação.
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- Brigado, Neide!

- I bibida prus músicus!

Jóias da velhice

Duas senhoras idosas estavam tomando o café da manhã num restaurante. Ethel notou alguma coisa engraçada na orelha de Mabel e disse:

- Mabel, você sabe que está com um supositório na sua orelha esquerda?
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Mabel respondeu:

- Eu tenho um supositório na minha orelha?

Ela o puxou, olhou para ele e então disse:

- Ethel, estou feliz que você tenha visto! Agora eu acho que sei onde encontrar meu aparelho auditivo!

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Quando o marido finalmente morreu, a esposa colocou no jornal o anúncio da morte, acrescentando que ele havia morrido de gonorréia.

Logo que o jornal foi distribuído, um amigo da família telefonou e protestou veementemente:

- Você sabe muito bem que ele morreu de diarréia e não de gonorréia!

A viúva respondeu:

- Eu cuidei dele noite e dia, portanto é lógico que eu sei que ele morreu de diarréia, mas achei que seria melhor que se lembrassem dele como um grande amante, ao invés da grande merda que ele sempre foi.

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Um casal idoso estava num cruzeiro e o tempo estava tempestuoso. Eles estavam sentados na traseira do navio, olhando a lua, quando veio uma onda e carregou a velha senhora. Procuraram por ela durante dias, mas não conseguiram encontrá-la. O capitão enviou o velho senhor para terra com a promessa de que o notificaria assim que encontrasse alguma coisa. Três semanas se passaram e finalmente o velho recebeu um fax do navio no qual estava escrita a seguinte mensagem:

- Senhor: lamento informar que encontramos o corpo de sua esposa no fundo do mar. Nós a içamos para o deque e, presa a ela, havia uma ostra. Dentro da ostra havia uma pérola que deve valer $50.000 dólares. Por favor, diga-nos o que fazer.O velho homem respondeu:

- Mande-me a pérola e atire de novo a isca.

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Uma cerimônia funerária estava sendo realizada por uma mulher que havia acabado de falecer.

Ao final da cerimônia, os carregadores estavam levando o caixão para fora quando, acidentalmente, bateram numa parede, deixando o caixão cair. Eles escutaram um fraco lamento. Abriram o caixão e descobriram que a mulher ainda estava viva!

Ela viveu por mais dez anos e, então, morreu. Mais uma vez uma cerimônia foi realizada e, ao final dela, os carregadores estavam novamente levando o caixão. Quando eles se aproximaram da porta, o marido gritou:

- Cuidado com a parede aí, ô meu!

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- Brigado, Neide!

- I bibida prus músicus!

Neurônios masculinos

No cérebro de um homem havia um neurônio sozinho.

Um dia, outro neurônio passa por lá meio apressado. O neurônio solitário diz:

- Olá! Tudo bem? Como vai? Prazer em vê-lo! Vamos conversar?

O neurônio que passeava pelo cérebro estranha a hospitalidade e responde:

- Olá, companheiro! Posso saber o motivo de tanta felicidade ao me ver?

- Quer saber? Você é o primeiro neurônio que vejo passar por aqui depois de décadas. Estou sozinho há tanto tempo neste maldito cérebro.

- Mas pera aí: há quanto tempo você está aqui solitário?

- Bem, desde sempre... Sempre estive aqui... Sabe como é!

- Cara, mas você é burro mesmo! Desce pro pinto. A galera tá toda lá!

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- Brigado, Célia! Aguarde o troco, porém!

- I bibida prus músicus!

Trema-se com um barulho desses

Como outros já o fizeram, quero também me despedir do trema, cuja morte foi anunciada por decreto a partir de 1º de janeiro.

Não uma, mas por cinqüenta e cinco vezes quero me despedir desta acentuação antiqüíssima e usada com tanta freqüência. Fomos argüídos a respeito?

Claro que não! A ambigüidade que tínhamos para decidir se queríamos usar o trema ou não numa palavra nos foi seqüestrada para sempre. Afinal, a ubiqüidade do trema nunca nos foi exigida.

Quem deve se beneficiar com esta tão inconseqüente medida? Creio que tão somente os alcagüetes, os delinqüentes e os sangüinários, justamente aqueles que não estão eqüidistantes, como nós, dos valores eqüiláteros da Sociedade.

Vocês já se argüiram sobre as conseqüências do fim do trema para os pingüins, os sagüis e os eqüestres? Estes perderão uma identidade conquistada desde a antigüidade. E o que dizer do nosso herói Anhangüera, que vivia tranqüilo com o seu nome indígena? Com a liqüidação do trema, a pronúncia do seu nome não será mais exeqüível.

Os nossos papos de chopp nunca mais serão os mesmos, pois a tão freqüente lingüicinha acebolada vai desagüar num sangüíneo esquecimento. O que vai acontecer com o grão de bico com gergelim, agora sem o liqüidificador para prepará-lo? Ah, meu Deus! Tenha piedade de nós! Nunca mais poderemos escrever que "a última enxagüada é a que fica"!

Não sei se vou agüentar a perda da eloqüência, em termos de estilo literário, que o trema trazia à Última Flor do Lácio. É preciso que averigüemos se haverá seqüelas futuras! E para onde vai a grandiloqüência dos lingüistas? Haja ungüento para suportar tamanha dor! O que podemos esperar em seqüência? Será que não se poderia esperar mais um qüinqüênio para que fossem melhor avaliados os líqüidos benefícios desta mudança?

Portanto, pela qüinqüagésima vez, a minha voz exangüe se une à dos bilíngües e trilíngües como eu, cuja consangüinidade lingüística e contigüidade sintática se revolta ante tamanha iniqüidade. Pedir que nos apazigüemos, para mim é inexeqüível, pois falta-nos tranqüilidade diante de tamanha delinqüência gramatical.

Portanto é com dor no coração que lhe dou este meu adeus desmilingüido.

Adeus, meu trema querido! Mas pelo menos uma coisa me apazigüa, pois quando a saudade bater, sei que vou poder revê-lo quando estiver lendo alguma coisa em alemão.

(Autoria desconhecida.)

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- Brigado, Célia!

- I bibida prus músicus!