quinta-feira, 29 de maio de 2008

Esperança para diabéticos

A medicina avança e traz esperança para quem tem diabetes tipo 2. Cientistas desenvolveram um aparelho que estimula o aumento de insulina pelo pâncreas, controlando assim a doença.

A nova técnica foi apresentada nesta quinta-feira, em São Paulo, para especialistas da América Latina.

Emílio Ramalho de Abreu emagreceu dez quilos. O colesterol voltou ao normal. E o mais importante: a taxa de glicemia - que indicava que ele era um diabético - voltou à normalidade. "Na época, eu estava com uma glicemia um pouco alta, uma obesidade abdominal", lembra o universitário.

Ele não tomou remédios, nem parou de comer massa e açúcar; simplesmente se submeteu ao procedimento médico que durou 30 minutos. Através de uma endoscopia, foi colocado no duodeno dele um tubo de plástico de 60 cm fazendo uma ligação direta entre o final do estômago e o meio do intestino delgado.

Os especialistas descobriram que o mais importante é evitar o contato do alimento com o início do intestino delgado. “O alimento sai do estômago e entra no tubo, na primeira parte do intestino delgado. Então, ele está dentro do tubo; ou seja, não há contato; mais rapidamente ele chega à parte final do intestino e isso tem um efeito positivo na produção de insulina no pâncreas”, afirma o gastroenterologista Almino Cardoso Ramos.

Repórter: Sempre se pensou que era o pâncreas unicamente o responsável pelo diabetes. Não é bem assim?

Dr. Almino: Não é bem assim. São teorias novas, mas são teorias muito consistentes, que estão embasadas em estudos feitos em animais. Agora nós chegamos ao uso do produto no homem.

O método está sendo apresentado num simpósio internacional com uma endoscopia transmitida ao vivo do Chile. O método foi desenvolvido nos EUA com experiências em animais, oito anos atrás. E a equipe do doutor Almino Ramos fez as primeiras experiências em humanos no Brasil. Ele coordenou os 100 procedimentos feitos até agora no Brasil, Chile, Holanda e EUA.

“Os resultados são que 80% aonde colocamos o dispositivo têm uma melhora total do diabetes. Total. Não precisa nem tomar remédio e nem fazer regime; eles têm uma vida normal depois de colocar o dispositivo”, garante o gastroenterologista.

Este método funciona apenas para pacientes com diabetes tipo dois, o diabetes adquirido. Ele ainda não está disponível no mercado, por enquanto, mas os médicos estão selecionando 20 pacientes do Hospital das Clínicas, em São Paulo, que vão receber esse tratamento nos próximos meses.

Os médicos acreditam que até o fim do ano a nova técnica estará no mercado.


- Matéria transmitida pelo Jornal Hoje, da Rede Globo, em 15.05.2008 (veja o vídeo) e publicada aqui.

2 comentários:

katiafidalgo disse...

achei muito interessante este tratamento gostaria de receber mais informações sobre este assunto se possivel o endereço e telefone q eu possa entrar em contato.
agradeço antecipadamente katiafidalgo@ig.com.br

Norival R. Duarte disse...

Prezada Dona Kátia:

Procurei no Google e o que mais aproximado encontrei sobre o assunto foi no link http://www.saudelazer.com/index.php?option=com_content&task=view&id=4804&Itemid=49%20-%2065k%20- onde temos algumas declarações do Dr. Almino Cardoso Afonso.

Sugiro que a Senhora continue por si mesma por informações mais pormenorizadas.

Abraços, obrigado pela visita e volte sempre.