sexta-feira, 13 de junho de 2008

Tophard: Site com bela fachada, para muitas falcatruas

Entrei pelo cano com a Tophard! Fiz, a duras penas, por quase um ano, economias para adquirir uma máquina fotográfica. Pela Internet, selecionei várias empresas que me ofereciam o produto desejado, por preços melhores dos que os encontrados em Resende, RJ, minha cidade. E lá encontrei a bem organizada armadilha da Tophard.

Cadastro e compra feitos em 16 de maio de 2008

CONFIRMAÇÃO DE PEDIDO Nº 7320

1 Câmera Digital Sony DSC-W55 7.2 Megapixel (R$ 505,00), 1 Cartão de Memória Memory Stick Sony 2GB Pro Duo (R$ 65,00), Frete R$ 15,60. Total do pedido: R$ 585,60 (Meu suado dinheirinho!).

Fiz o depósito no Banco Itaú no valor de R$ 585,60, no mesmo dia 16/05/2008.

O prazo de entrega era de 12 dias e até hoje, 11 de junho, NADA!

Não atendem aos telefonemas, não respondem a emails. Baita sacanagem!

Agora, depois de tomar conhecimento pelo site Reclame aqui! das falcatruas que meia dúzia de safados estão praticando contra dezenas, talvez centenas de pessoas por todo o Brasil e ciente da quase impossibilidade de reaver o meu rico dinheirinho, só me resta, além de lamentar a minha imbecilidade pela escolha mal feita desse fornecedor, desejar, de todo o coração, que esses malandros venham a sofrer de uma doença excomunguenta que lhes atrofiará os braços, tornando-os mais curtos, e que depois tenham seus fundilhos atacados por uma sarna coçadeira pustulenta e fedorenta, que durará até o final de seus dias e para a qual não haverá pomada que dê jeito.

E tô na maior fossa, me sentindo como um verdadeiro véio babaca. E é bom que ninguém fale comigo sobre isso, vou logo avisando, porque posso perder a linha e partir pros vitupérios com meu interlocutor, de tão revoltado que me encontro.

I vou tomar todas, já, já!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Drama (?) numa família papagoiaba

Seu Quinca foi hospitalizado e os filhos, netos e bisnetos vieram de todos os cantos do Vale do Paraíba, de São Paulo e do Rio para acompanhar a sua agonia. Veio gente até de Belzonte e de Curitiba.

Como a coisa estava muito feia para ele, há muitos dias derrapando na taboa da beirada, os médicos deixaram que os parentes o levassem para sua casa, para cumprir seu último desejo: o de morrer em casa, ao lado de seus entes queridos. Foi para o quarto e as visitas foram se revezando para consolar e confortar Seu Quinca em seus derradeiros momentos de vida.

De repente, Seu Quinca sentiu um aroma maravilhoso que vinha da cozinha. Era a Dona Joaquina, sua querida esposa, terminando de refogar com alho e sal um grande caldeirão onde borbulhava, ainda no fogão à lenha e cheio quase até a boca, um suculento e cheiroso mocotó, com batatas e cenouras, do jeito que o diabo gosta.

Os olhos do Seu Quinca brilharam e ele se reanimou.

Então, pediu a um bisneto que estava ao lado da cama:

- Gustavinhu! Vai na cuzinha e pedi um pedaçu di mocotó pra vovozinha!

O guri foi e voltou muito rápido.

- I u mocotó? - Perguntou Seu Quinca.

- A Vovó disse qui não!

- Mais purcausdiquequi não, puta merda, mais qui veia disgraçada! Queca fiadaputa falou?

- A Vovó dissi qui é pru velóriu!"

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- Piada contada pela amiga Célia Borges. Em verdade, em verdade, vos confesso: a piada original se passa na Itália e o prato é um pastiére de grani italiani ao forno, mas eu quero mais é que os italianos aprendam a comer mocotó em velórios.

- I qui no velóriu du Seu Quinca role muita cachaça, que é uma bebida suave e combina muito bem com mocotó com batatas e cenouras!

Livrando-se de um chato no avião

Se alguém estiver perturbando você no avião, faça o seguinte:

1. Silenciosa e calmamente, abra o seu notebook;

2. Inicie o sistema;

3. Tenha certeza que o(a) pentelho(a) está olhando para a sua tela;

4. Feche os olhos e incline a cabeça para cima (para o céu), pronunciando sons árabes incompreensíveis (não se esqueça de incluir alguns Alás no meio das suas ruminâncias);

5. Então, acesse este link:

Depois, chame um médico, porque provavelmente o chato estará enfartado!

- Brigado, Walter, i bibida prus músicus!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Filho do Buta

Um cara engravatado entra na lojinha do Salim, na Rua 25 de Março (SP), e olha com desprezo para o balcão empoeirado e escuro, as roupas penduradas em ganchos e o chão de tacos de Madeira sem polimento.

O Salim se irrita com o desprezo do sujeito e resmunga:

- Está olhando feio bro lodjínia de Salim burquê? Com este lodjínia, Salim tem abartamento na Ipanema, tem Casa na Búzios, Casa na Cambos DA Jordão, tem Casa no Riviera da Zão Lorenço, tem abartamento no Beirute, tem filho estuda medicina no Estados Unidos, tem filha estuda moda na Baris, tudo só com lodjínia!

O sujeito vira e diz:

- O senhor sabe quem eu sou? Eu sou fiscal do Imposto de Renda!

- Muito brazer! Eu Salim, maior filho do buta mentiroso do Rua 25 de Março!

- Obrigado, Célia, i bibida prus músicus!

domingo, 8 de junho de 2008

Receita de frango caipira com whisky

Pretendo publicar aqui, de vez em quando, algumas receitas de comidas, doces ou bebidas que, de alguma forma, chegaram ao meu conhecimento, provocaram o meu interesse e, principalmente, a minha gula. Assim, num misto de curiosidade esotérica, bastante acentuada quando o Sol dá uma daquelas suas explosões e interfere com as ondas de rádio aqui da terra (Na Lua aconteceria a mesma coisa com o seu radinho de pilha, fique ligado se você for pra lá!), misturada com a necessidade sempre presente de, como qualquer ser humano, comer, beliscar ou beber algo desconhecido, parto pros finalmentes e executo a ilustre receita. Se der certo e receber o meu selo de “Receita Aprovada”, fiquem cientes de que dei a ela uma nota retirada entre 200 outras e que ficam em rolinhos de papel bem enroladinhos, guardados dentro de um saquinho meu, no qual tem uma etiqueta colada onde se lê “Coisas que podem ser imprestáveis para os outros”. O título é esse mesmo. Afinal, quem gosta de sopa de olhos de varejeira? Linhasmente, essa etiqueta nem existe no saquinho, mas a sua apresentação dá uma idéia da potência da minha criatividade. Se mamãe sempre concorda comigo, então fico dispensado da aprovação de mais alguém, concordam?

Foi o que aconteceu com uma receita de frango caipira com catup, digo, frango caipira com whisky, que a minha amiga Célia Borges me enviou e que repasso com muito prazer a todos os meus amigos.

Então, lá vai:

INGREDIENTES

1 garrafa de whisky - do bom é claro! Não venha com aquela de Old Eight ou Drury's, faz favor!
1 frango de aproximadamente 2 kilos;
Sal, pimenta e cheiro verde a gosto;
350 ml de azeite de oliva extra virgem;
500 gr de bacom em fatias;
Nozes moídas.

MODO DE PREPARAR

- Pegue o frango;
- Beba um copo de whisky;
- Envolver o frango no bacom e temperá-lo com sal, pimenta e cheiro verde a gosto;
- Massageá-lo com azeite;
- Pré-aquecer o forno por aproximadamente 10 minutos;
- Sirva-se de uma boa (caprichada) dose de whisky, enquanto aguarda. Afinal, você que ralou a semana inteira, merece!
- Colocar o frango numa assadeira grande;
- Sirva-se de mais duas doses de whisky. Querendo, bota uns gelinhos pra ficar "on dã roquis".
- Axustar o turrbostato na marca 3, e debois de uns binte binutos, botar para assassinar, digo, assar a ave;
- Derrubar uma dose de whisky, bedois de beia hora, arriar a abaertura e controlar a assssadura do frango;
- Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooooootra dose manêra de whisky;
- Cozer, costurar, cozinhar, sei lá ! Dane-se o vrango ! Pára tudu e beba mais uma "on dã roquis".
- Deixááááá o fiudazunha do pato no vorno por umas 4 horas;
- Tentar retirar o peru, ou vrango, ou pernil do vorno;
- Mandar mais uma boa dose de whisky pra dentro;
- Tentar novamente tirar o sacana do... O que qué messssmo? - Pato? Vrango? Ara, isso não tem mais importância. Tente tirar o assado do vorno, porque na primeira teeendadiiiiva dããããão deeeeeeeeeeuuuu;
- Begar o fia-da-puta do gato assado, digo, pato, o troço que gaiu no jão, enxugar o sssscumuguentu com a toalha de rosssstu e colocá-lo numa pandeja ou outra borra qualquer, bois avinal, você nem gossssta dessa porcaria messssmooo.

- Bronto!

PS: Num vumita no pernil, no vrango, no peru... Ara, num vumita no assado, o cacete!

- I bibida prus músicus!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Outdoor na minha rua 002

Mal havia postado sobre a 34ª Festa Junina dos Mineiros e eis que chegam os coladores de outdoors na minha rua e pregam o seguinte nele:

E, como conseqüência, o dito cujo vai pro topo da minha sidebar, essa coluninha aí do lado direito do meu blog.

- I vamu qui vamu pras festas juninas di todu u Brasil, minha brava genti brasilêra!

Mais presta muita atenção:

- Pessoar das minha banda: Se beber quentão, não dirija!

- Pessoar das bandas de Curitiba: se beber vinho quente, não dirija também!

Os forrozões dos sábados de junho no Celeiro

Venha curtir em todos os sábados de junho no Celeiro, no Manejo, das 23:00 à 04:00 hs da madrugada, toda a empolgação de bandas que fazem o maior auê na região, no Sul de Minas e no Vale do Paraíba, em espetaculares forrozões com os sons de músicas românticas e caipiras para todos os gostos.

No Celeiro, nos intervalos dos arrasta-pés, ninguém consegue ficar parado no salão, pois o som eletrônico do DJ Brown Jr não deixa que a empolgação seja interrompida.

Anote em sua agenda toda a programação para o mês de junho:

07 de Junho: Forró G3

14 de Junho: JÔ & Samuel

21 de Junho: Rasga o Fóle

28 de Junho: Os Milionários

Reúna-se com os seus amigos e amigas e curtam juntos os embalos dos sábados à noite do Celeiro!

- I bibida prus músicus!

34ª Festa dos Mineiros – Edição 2008


Vem aí a tradicional Festa Junina dos Mineiros, marco anual da maior festa de Resende e da região, na sua 34ª celebração, sempre com o apoio e em prol da Paróquia de Santa Cecília.

A quermesse ocorrerá nos dias 06, 07 e 08 de junho, sexta, sábado e domingo, respectivamente, e terá as suas costumeiras barraquinhas oferecendo os seus esperados quitutes instaladas entre a Igreja do Cristo Ressuscitado e o Tobogã . Todas as noites serão agitadas pelos sons de música popular com os conjuntos Xoxote, na sexta-feira, Gravidade Zero, no sábado, e várias bandas de Música Católica no domingo. No salão paroquial funcionará a churrascaria.

No dia 28 de junho, pela Loteria Federal, acontecerá o também tradicional e sempre aguardado sorteio promovido pelos festeiros, desta vez com dois carros 0 Km, uma TV de 29 polegadas de tela plana, uma câmara digital e um DVD. Bilhetes à venda em todas as secretarias das igrejas da Paróquia Santa Cecília.

Veja toda a programação no programa da festa (clique na imagem para ampliá-la).

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O forrozão com a banda West Brasileiro

No Celeiro, neste sábado,

31.05.2008, das 23:00 às 04:00 horas da madrugada,

a empolgação de todos estará por conta da banda


West Brasileiro


No intervalo, o DJ Brown Jr. cuidará para que a moçada
não perca o pique e saia do compasso da música.


Com a sua parafernália eletrônica,
parecendo uma parte da sala de lançamento de foguetes da NASA,
Brown Jr. regula tudo pro rebu não deixar de rolar.


Preços para o forrozão do Celeiro:


Cavaleiros R$ 10,00, Damas R$ 6,00


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Mês de Junho: Grandes festas juninas no Celeiro! Aguardem a programação!


- I bibida prus músicus!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Esperança para diabéticos

A medicina avança e traz esperança para quem tem diabetes tipo 2. Cientistas desenvolveram um aparelho que estimula o aumento de insulina pelo pâncreas, controlando assim a doença.

A nova técnica foi apresentada nesta quinta-feira, em São Paulo, para especialistas da América Latina.

Emílio Ramalho de Abreu emagreceu dez quilos. O colesterol voltou ao normal. E o mais importante: a taxa de glicemia - que indicava que ele era um diabético - voltou à normalidade. "Na época, eu estava com uma glicemia um pouco alta, uma obesidade abdominal", lembra o universitário.

Ele não tomou remédios, nem parou de comer massa e açúcar; simplesmente se submeteu ao procedimento médico que durou 30 minutos. Através de uma endoscopia, foi colocado no duodeno dele um tubo de plástico de 60 cm fazendo uma ligação direta entre o final do estômago e o meio do intestino delgado.

Os especialistas descobriram que o mais importante é evitar o contato do alimento com o início do intestino delgado. “O alimento sai do estômago e entra no tubo, na primeira parte do intestino delgado. Então, ele está dentro do tubo; ou seja, não há contato; mais rapidamente ele chega à parte final do intestino e isso tem um efeito positivo na produção de insulina no pâncreas”, afirma o gastroenterologista Almino Cardoso Ramos.

Repórter: Sempre se pensou que era o pâncreas unicamente o responsável pelo diabetes. Não é bem assim?

Dr. Almino: Não é bem assim. São teorias novas, mas são teorias muito consistentes, que estão embasadas em estudos feitos em animais. Agora nós chegamos ao uso do produto no homem.

O método está sendo apresentado num simpósio internacional com uma endoscopia transmitida ao vivo do Chile. O método foi desenvolvido nos EUA com experiências em animais, oito anos atrás. E a equipe do doutor Almino Ramos fez as primeiras experiências em humanos no Brasil. Ele coordenou os 100 procedimentos feitos até agora no Brasil, Chile, Holanda e EUA.

“Os resultados são que 80% aonde colocamos o dispositivo têm uma melhora total do diabetes. Total. Não precisa nem tomar remédio e nem fazer regime; eles têm uma vida normal depois de colocar o dispositivo”, garante o gastroenterologista.

Este método funciona apenas para pacientes com diabetes tipo dois, o diabetes adquirido. Ele ainda não está disponível no mercado, por enquanto, mas os médicos estão selecionando 20 pacientes do Hospital das Clínicas, em São Paulo, que vão receber esse tratamento nos próximos meses.

Os médicos acreditam que até o fim do ano a nova técnica estará no mercado.


- Matéria transmitida pelo Jornal Hoje, da Rede Globo, em 15.05.2008 (veja o vídeo) e publicada aqui.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Governo aperta cerco contra ONGs

Com esse título, o Jornal do Brasil de ontem, domingo, publica na página A14 matéria de seu redator Vasconcelos Quadros, de Brasília, cujo texto é uma denúncia oficial clara do governo às atividades de certas “suspeitíssimas ONGs estrangeiras, que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial contra os índios", conforme alertava Sandra Cavanlcanti, ex-deputada e atual Secretária Municipal de Projetos Especiais do Rio de Janeiro, em artigo originalmente publicado no Jornal do Brasil em 21 de abril de 2000 e que também publiquei no meu blog em 21/abril pp, tudo em comemoração aos aniversários da data do descobrimento do Brasil em seus devidos tempos.

Quem não teve oportunidade de ver e ler a matéria no JB, aqui vai:

- Clica nas imagens para ampliá-las.










































- Se precisarem de mais um borduneiro, contem comigo!

sábado, 24 de maio de 2008

As três últimas sobre o petróleo na Bacia de Santos

Petrobrás confirma mais uma descoberta na Bacia de Santos

AE - Por meio de nota, a Petrobrás confirmou na noite de 21/05 que foram encontrados indícios de petróleo na área do pré-sal no bloco BM-S-8, que vem sendo chamado de Bem-Te-Vi. A área, localizada na Bacia de Santos, é operada pela Petrobras (66%) em parceria com a americana Shell (20%) e a portuguesa Galp Energia (14%).

Segundo a nota, o poço pioneiro teve a sua perfuração concluída no dia 18, na profundidade de 6.773 metros , está localizado a cerca de 250 quilômetros da costa do Estado de São Paulo, em águas onde a profundidade é de 2.139 metros.

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Nova descoberta pode elevar Brasil a potência petrolífera, segundo o The Wall Street Journal

BBC Brasil - O jornal americano The Wall Street Journal publicou em sua edição de ontem que a nova descoberta de petróleo na Bacia de Santos, anunciada na quarta-feira, "esquenta especulações" sobre a ascensão do Brasil ao grupo dos grandes exportadores globais e de que o país tem reservas suficientes para "aliviar a pressão sobre os crescentes preços do petróleo".

Segundo a reportagem, "a descoberta é a última em uma série de ações bem sucedidas da empresa, aumentando as esperanças de que o Brasil será a nova grande novidade em petróleo global".

"Com o preço do petróleo batendo novos recordes, grandes descobertas no Brasil iriam aumentar o otimismo da indústria energética de que o país poderia suprir petróleo suficiente para manter o ritmo da crescente demanda", diz o jornal.

"Nas negociações na quinta-feira, na Bolsa de Nova York, o preço do barril caiu US$ 2,36, ou 1,8%, para US$ 130,81 o barril, em parte diante da perspectiva de maior suprimento vindo do Brasil", afirma o The Wall Street Journal.

Segundo o jornal, as descobertas seriam especialmente bem-vindas nos Estados Unidos, garantindo uma nova fonte de petróleo em seu hemisfério.

"O foco de atenção é a Bacia de Santos, uma série de campos de petróleo potenciais enterrados sob milhas de águas ocêanicas, terra e uma teimosa camada de sal. A perfuração exploratória em diferentes campos produziu petróleo bastante similar, alimentando uma excitante nova teoria: de que a bacia pode ser um contínuo mega-depósito de petróleo."

A matéria do jornal afirmou, no entanto, que apesar do otimismo, observadores dizem que há boas razões para ceticismo.

"A exploração e a extração de petróleo em águas super-profundas são uma empreitada cara e arriscada. O sal que fica sobre os potenciais campos soma desafios técnicos porque muda de lugar e é propenso a mudanças bruscas de pressão. E apesar dos avanços na tecnologia de imagens geológicas, é impossível saber a quantidade e a qualidade do petróleo escondido em um depósito até que ele comece a jorrar - um processo que leva anos."

Mas, segundo o jornal, os investidores não estão esperando para apostar neste potencial. A fatia da Petrobras negociada publicamente aumentou tanto este ano que o valor de mercado da companhia ultrapassou o de empresas de nomes conhecidos, como a General Electric e a Microsoft.

Segundo a reportagem, só com as reservas já encontradas o Brasil, provavelmente, chegaria ao topo dos exportadores latino-americanos.

"Para um país que começa a abandonar seu passado como país em desenvolvimento volátil, tanta bonança pode ser bom ou ruim. O dinheiro do petróleo vai encher os cofres do governo, mas também pode deixar o Brasil tentado a adotar hábitos esbanjadores de outros grandes exportadores de petróleo", conclui o The Wall Street Journal.

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"Não há limite para os preços do petróleo", diz Chávez

EFE - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou ontem em Brasília que a economia mundial deve se acostumar aos altos preços do petróleo, que se mantêm acima dos US$ 130 no mercado internacional, porque "não se pode falar em limites".

"Poderíamos falar de limites quando a Venezuela propôs aquele conjunto de preços - mínimo de US$ 22 por barril e máximo de US$ 28 - que esteve funcionando bem até a invasão do Iraque, que o pulverizou", disse Chávez à Agência Efe.

"Agora não há limite", ratificou o governante, cujo país possui as maiores reservas de petróleo do mundo ocidental.

Ao ser questionado sobre as preocupações de especialistas que temem que o alto preço do petróleo provoque sérios impactos na economia internacional, como aconteceu na década de 1970, Chávez disse que os países desenvolvidos já assimilaram o impacto.

"A economia mundial tem de assimilar esse preço, assim como nós, nossas economias, temos de assimilar os altos preços das maquinarias agrícolas, dos equipamentos médicos e dos remédios", comentou.

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Compro foguetes ou fico com a barba de molho?

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O arrasta-pé do Forró G3

No Celeiro, neste sábado, 24.05.2008, das 23:00 às 04:00 horas da madrugada, a empolgação de todos estará por conta da banda

Forro G3

Formado pelos irmãos Giovane, Gilcimar e Giva, grupo acaba de colocar no mercado o CD “Forró G3 Ao Vivo - Volume 1”

Preços para o arrasta-pé do Celeiro:
Cavaleiros R$ 10,00, Damas R$ 6,00

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Próximo forrozão no Celeiro,
pra você não deixar de marcar na sua agenda:

31.05, Sábado – West Brasileiro

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Programe-se! Reúna a sua turma e prepare-se para armar o maior barraco de alegria nos forrozões do Celeiro!

- I bibida prus músicus!

Requiem in pacem, Jefferson Péres!

iG - O senador Jefferson Péres (PDT - AM), de 76 anos, morreu às 6h30 desta sexta-feira, em Brasília, vítima de um ataque cardíaco fulminante em sua casa, em Manaus, cidade onde seu corpo está sendo velado, no Palácio do Governo.

Na última quarta-feira, Jefferson Péres fez seu último pronunciamento em Plenário, quando afirmou que o debate sobre a internacionalização da Amazônia deve ser enfrentado com bom humor e que os brasileiros não devem reagir de modo enraivecido a menções a respeito do tema .

O presidente do Senado, Garibaldi Alves, tão logo soube da morte de Jefferson Peres, dirigiu-se ao Congresso onde disse que "Péres será sempre lembrado por sua atuação como um combatente em defesa da democracia e da Amazônia. Perdemos um grande senador, um grande homem público, um homem dedicado à defesa da nossa democracia. Era um dos sustentáculos da coluna vertebral do Senado. Um grande pregador, um grande peregrino em defesa da ética. Será sempre lembrado pela maneira como defendia a prevalência dos valores éticos na cena política".

Já o ministro do Trabalho Carlos Luppi disse que "o PDT perde um homem que tinha coerência muito forte, ético, leal, um grande dirigente. Perde alguém que nunca vamos conseguir substituir. Frágil na estrutura física, mas forte nas convicções".

Filiado ao PDT desde 1999, Jefferson Péres era o atual líder do partido no Senado. Ele foi candidato à vice-presidência nas eleições de 2006, na chapa do também senador pedetista Cristovam Buarque, do Distrito Federal.

- Opiniões e palavras com as quais concordo inteiramente.

- Me sinto órfão, outra vez neste mês, pela perda de mais uma esperança e de um exemplo de que um dia a dignidade reine neste país.

A frescura da DOVE!

Não! Não é nenhuma gozação minha! É a tradução do título do post em inglês (The Freshness of a Dove!), onde a DOVE (leia-se UNILEVER) apresentou a sua nova linha de produtos reais para mulheres reais (nada de manequins magras e conhecidas, nojentas, subnutridas, algumas realmente gostosas).

Para isso, exibiu em seus comerciais uma meia dúzia de gatonas enjoaaaaadas, quando as mesmas passaram por momentos inesquecíveis, verdadeiros auês de esnobismo de suas vidas. Dêem só uma olhadinha nelas!




(Esta dondoquinha aqui embaixo, com essa carinha de Chapeuzinho Vermelho, ou da Branca de Neve, deve ser de outra coleção da DOVE – talves da Play-Boy, vai saber!)

Enfim, pra quem gosta de mulheres com garantia de funcionamento duradouro, como as mostradas aqui, com suas carinhas instigantes e desafiantes, cada uma parecendo mais sapeca do que a outra, mas que na verdade devem ser tratadas como genuínas bombas nucleares, basta ir nos steites e trazer de lá alguns pacotes daquelas alquimias para presentear os motivos das suas insônias.

Outra coisa espetacular que a DOVE fez recentemente para promover outra linha de seus produtos é o comercial onde se realiza uma verdadeira transformação - evolução, melhor dizendo – de uma gata para uma pantera. Nem Darwin contou com tal fenômeno, em apenas alguns minutos! Tenho certeza de que todo mundo irá gostar desse vídeo!

- I bibida prus músicus!

- Brigadu, Francine!

- Matéria publicada originalmente por mim no meu blog Opaquió, em 10.03.2007, e que não poderia deixar de o ser também aqui no Norrival, porque o acho bacana, porque o acho legal, e porque quero sempre ter um acesso mais rápido com todas as matérias que publiquei lá. Devagar, devagar, devagarinho, transfiro tudo de lá pra cá! Saravá, minha irmã!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Feijoada Papagoiaba

















Não é à toa que a feijoada é um dos pratos preferidos pelos brasileiros, senão o mais popular de todos, e comigo não tem aquela dela ser servida apenas aos sábados, em restaurantes, tampouco somente aos domingos, em nossas casas. Para comer uma feijoada, qualquer dia da semana pode se tornar um dia ideal, realmente especial, dentro ou fora do meu calendário.

Também pudera! Não existe, no mundo inteiro, visão mais bela do que aquela de uma bela mesa toda arrumadinha, que cheira longe, ostentando um monte de tigelas de barro, onde a maioria dos seus conteúdos fica borbulhando sobre o calor de alguma chama que teimosamente as sapeca pelos seus fundilhos. É um mosaico de tonalidades distintas e contrastantes, próprio, inimitável e de identificação imediata, onde as cores preta, do feijão, a vermelha ou marrom, das próprias tigelas, a verde, da couve, a amarela, da farofa e da laranja e a branca, do arroz, se aglutinam numa das harmonias mais espetaculares de combinação de tons que nem a imaginação de Van Gogh teve a capacidade, a audácia ou a ousadia de misturar. Uma mesa assim representa, indubitavelmente, a plena garantia de um repasto honesto, homérico e sempre farto - o cobiçado troféu de qualquer mortal que pensa no paraíso e que dá mais satisfação do que encontrar a arca perdida do Indiana Jones.

Para mim e para alguns parentes e amigos, é fato consumado que participar de uma delas se constitui numa experiência tão marcante e emocionante que a ocasião – podem ser dezenas, centenas delas - entra na nossa memória e ali fica arquivada eternamente. Fica o acesso a elas, entretanto, de maneira total e com a maior facilidade, disponível a qualquer tempo para trazer à tona um baú de recordações, de conotações saudosas e agradáveis, de outros momentos semelhantes, de outras feijoadas saboreadas. “- Lembra daquela feijoada?” é uma pergunta que uma vez realizada, sempre fornece sustentação para o início e o prolongamento de um descontraído bate-papo, que pode se prolongar por horas a fio, cheio de lembranças, de conversas, de risos e de sorrisos e até, por incrível que pareça, de recordações de gostos e de cheiros, como “...os daquela farofinha com ovos estraçalhados e bacon que a Luísa fez, lembra-se?”.

Participar de uma delas, com a família, com os amigos, na nossa casa ou na casa deles, ou até mesmo com os colegas de trabalho em algum restaurante, é sempre uma experiência nova, nunca repetida, apesar do batuque no estômago ser o mesmo, porque cada uma cria personalidade própria, um fato tão importante que passa mesmo a fazer parte da nossa história e podendo vir a se constituir num dos mais significativos momentos de nossas vidas, quiçá possuidores de uma tal relevância que poderão tranqüilamente constar de alguma biografia em algum lugar no futuro.

Também, pudera, outra vez! Não há como resistir ao sabor de uns feijãozinhos pretinhos, bem temperados, rodeados de tudo quanto é lado por ingredientes de origem animal, tudo cozido junto, na maior intimidade e irmandade, podendo se dizer, até, numa relação do mais puro amor, unindo, sob a mesma causa e bandeira, orelha, pé, costela, focinho, rabo, lombo salgado, toucinho defumado, toucinho de barriga, paio, lingüiça calabresa, lingüiça de pernil fininha, tudo isso proveniente de alguns simpáticos porquinhos, criados e desenvolvidos alegremente em algum lugar do Brasil para, num belo e inesquecível dia, serem sacrificados e se transformarem em momentos dos mais significativos e profundos da nossa vã existência: matar a nossa gula! E bota alho, cebola, óleo, sal, pimenta e louro! Mais: carne-seca de boi, ou de vaca, ou de touro ou de bezerro mesmo (Coitadinho!), dos seus dianteiros ou dos seus traseiros, tanto faz, porque dá tudo na mesma coisa, no mesmo sabor gostoso, inolvidável, característico. Tem uns caras que ainda acrescentam mocotó – Que é pra feijoada ficar mais encorpada, ter mais sustância! – que é coisa que não faço, mesmo porque o mocotó tem o seu lugar de imponência próprio, emparelhado com a dobradinha, tão importantes como a feijoada nas minhas opções gastronômicas.

Para acompanhar o nosso feijãozinho com tudo aquilo que citei e para que esse cozidão se transforme numa feijoada verdadeira, com nome e sobrenome, temos que adicionar as tijelas de outras comidas na mesa, como o arroz branco soltinho, soltinho, farofinha nos trinques, laranja pera e muita couve refogada! Melhor que seja a da espécie manteiga, lisinha e da cor verde mostarda, cor essa também chamada de verde bosta de neném. Mas aquela da espécie portuguesa, com a beirada das folhas toda enrugada, bem verdona, também serve. E tudo isso regado a caipirinha, outro ícone da gastronomia brasileira e que não pode faltar em ocasião tão importante das nossas vidas!

Mas de onde veio essa delícia, quem foi o desgraçado abençoado que inventou essa massarocada – injuriosa, para uns - e gostosa de alimentos e que transformou tudo num prato que só de se ver enche a boca da gente de água? Existe uma unanimidade praticamente conclusiva sobre isso, todos dizendo que a feijoada é uma herança dos escravos quando, na senzala, aproveitavam as sobras dos alimentos desprezados pelos senhores da casa-grande: os restos do porco.

Pode ser aquela chamada de Carioca, seu berço de origem, para nós fluminenses; pode ser a Paulista, seu berço de origem 2, para os paulistas; pode ser a Mineira, seu berço de origem 3, para os mineiros; e por aí segue a ladainha com os outros 23 estados, devendo-se incluir Brasília, para não dizer que sou preconceituoso. Cada um revoga para si a autoria da sua criação, o que só a torna mais diversificada e, por conseguinte, mais atraente e desejada, seja lá em que canto do Brasil estivermos.

Uma minoria acredita que a sua origem tem a ver com receitas portuguesas, das regiões da Estremaduram di Alto Douro e Trás-os-Montes, que misturam feijão de vários tipos - menos feijão preto - lingüiças, orelhas e pés de porco. E ainda há outro grupo não identificado que afirma ser a feijoada um prato inspirado em outros pratos europeus, como o cassuoulet francês, que também leva feijão no seu preparo. Tudo invencionice de meia dúzia de Zés Manés papos-furados que se negam em reconhecer a supremacia dos brasileiros também neste terreno e que permite que afirmemos em alto e bom som, na ONU, ou sob a sacada do Big Ben, ou sob a Torre Eiffel ou sob o Arco de Brandengurg, pra quem quiser ouvir: “Yeeees, the feijoada gehört uns, mes amis!" .

E digo que é invencionice porque sei que os europeus (refiro-me aos suíços nativos da parte alemã da Suíça, com os quais convivi e que conheci in loco) raramente comem feijão, por ser o causador da produção de traques de maneira excessiva. É o contrário do que fazemos na nossa terra, onde sempre comemos nosso feijãozinho com muita satisfação, com uma constância e uma fidelidade dignas de um escoteiro, no almoço e na janta, e se o desgraçado falta, é briga na mesa, com toda a certeza. Só para exemplificar: a coisa é tão séria, que se ele sumir das prateleiras dos supermercados da cidade do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense, pode ocasionar uma revolução que não partirá dos traficantes e outros bandidos, mas das donas de casa e dos trabalhadores honestos, que, aí sim, serão apoiados pelos traficantes e outros bandidos, e também por todas as polícias do município e do estado sediadas lá, numa comunhão generalizada pela defesa de um interesse comum e que levará tudo quanto é carioca e que escondeu o seu trabuco a sair dando tiros pra tudo quanto é lado, pois, para eles, o feijão preto, e unicamente o dessa cor, é quase tão importante quanto o ar que eles respiram. Se isso ocorrer, ninguém conseguirá segurar a barra: cai Serginho, cai Cézinha e vira tudo um chapéu velho.

E nós, brasileiros, sabemos, quando queremos, como ninguém, em quaisquer situações ou plagas, disfarçar nossos traques, flactos, futuns ou peidos, liberando-os com alguma dose de cerimônia - outras vezes com a cerimônia indo pro escambau, junto com os perfumes ou fedores próprios dessa necessidade biológica e até, às vezes, com ares profundamente filosofais. E, se bobear, alguém inventa um pão de feijão para o nosso café da manhã! Não é à toa que muita gente adora macarrão com feijão! Imagina só: um belo prato de Spaghetti Bolognese al quattro formaggi com uma generosa conchada de um feijãozinho bem cremoso despejada sobre ele, tanto fazendo se do preto, do vermelho ou do carioquinha.

Após esses traillers, é bom que voltemos à nossa receita da feijoada papagoiaba, caso contrário a gente não acaba essa matéria nunca!

Muito que bem! A feijoada é um prato tão significativo da nossa identidade nacional que toda vez que uma delas fosse ser devorada, tal circunstância deveria ser antecedida por uma cerimônia cívica, com hasteamento da bandeira e todos cantando o “Ouviram do...”

E enquanto não se chega a uma conclusão sobre a sua origem, o máximo que podemos fazer é ir apreciando o seu sabor e aprendendo passo a passo a fazer essa delícia.

Antes, devo esclarecer três coisas: a primeira, é que este artigo estava na cartucheira de meus pensamentos e fazia parte das minhas intenções de um dia transformá-los num escrito, tendo a sua realização se tornado premente no exato momento em que resolvi fazer aquela pesquisa de mercado de todos os preços dos ingredientes para a Feijoada Papagoiaba e que publiquei no meu blog em 10 pp, que você acessa clicando aqui.

A segunda, é que ao publicar aquela matéria e denominá-la de “Lista de compras pra feijoada papagoiaba”, lancei como novidade um nome diferente para esse prato, que é uma fresca (nos dois sentidos) criação minha e que nada mais é do que uma feijoada ligth, mas que, uma vez lançado no ar, necessita de uma explicação para perguntas do tipo “- Mas que treco papagoiabense é esse?”.

E a terceira, finalmente, é que tomei como fonte de inspiração a matéria com uma receita de feijoada - que pouco tem a ver com a que publico neste post (Juro que chego lá!) - publicada lá pelo ano de 2005 num post do site da terra.com, do qual copiei as fotos (Que já não estão todas lá!) e algumas linhas da introdução da matéria apresentada pela Andresa Berger, grande redatora daquelas paradas. A relação de materiais e as quantidades de cada um de seus itens é que são resultados de profundos cálculos científicos, matemáticos, aritiméticos, metafísicos e mediúnicos de minha exclusiva autoria. E neste ponto devo humildemente confessar que terminado um rega-bofe na minha casa e os convidados terem se mandado, guardo tudo o que restou e ainda sobram cozidos para uns dois ou três dias na minha casa.

I vamu qui vamu pra receita da minha feijoada papagoiaba, que tem como característica principal a acrescência de generosa quantidade de carne seca e a quase eliminação de produtos suínos.

Mais uma observação pré-receita: Estou considerando 18 adultos comedores. No caso de crianças, considero 6 delas como um adulto.

Ingredientes:

1 cabeça média de alho

1,5 cebolas grandes

3 kg de carne seca, dessalgada e picada em cubos de 2 cm

600 g de lingüiça fininha de perni,l cortada em gomos de 2 cm

600 g de lingüiça paio, calabresa ou portuguesa, cortadas em rodelas de 1 cm

600 g de lombo/pernil, picados em cubos de 2 cm

600 g de toucinho defumado, picado em cubinhos de 1 (aqui é um mesmo) cm

1,5 kg de feijão preto

4 folhas de louro

Modo como eu faço:

Se a feijoada estiver programada para um domingo, sempre começo a sua preparação na quinta-feira, à noite, ou na sexta, de manhã. Nessa ocasião, lavo todas as carnes, as lingüiças e o bacon, e deixo tudo de molho em bastante água fria (Não preciso levar para a geladeira!), trocando toda a água a cada 6 horas, por umas 24 horas, no mínimo.

Na sexta-feira, à noite, escolho e lavo o feijão, colocando-o numa panela de pressão de 7,5 litros e cobrindo-o com bastante água. Deixo assim até o outro dia.

Pra mim, esse dia seguinte, véspera da festa, é o famigerado dia D, quando a feijoada deverá estar pronta e descansar até o dia seguinte para iniciar a apuração de todos os seus sabores.

Então, procedo à limpeza das carnes, retirando todas as gorduras do lombo/pernil de porco e retirando igualmente as gorduras e os sebos da carne-seca. Depois, pico ambas em cubos de 2 cm.

Escorro um pouco a água do feijão e adiciono a carne-seca (O lombo/pernil de porco, agora não!) e as folhas de louro. Cubro tudo com água, deixando um excesso dela de uns três dedos.

Tampo a panela e coloco-a em fogo alto. Quando começar a saçaricar, transfiro-a para uma das bocas traseiras do meu fogão, que são mais econômicas, e, ainda por cima, regulo para o fogo baixo. Nesse momento, ajeito o timer do fogão, que me avisará para desligar o fogo decorridos 20 (vinte) minutos.

Aproveito a folga e pico as lingüiças e o bacon, deixando-os reservados.

Avisado pelo timer, desligo o fogo e aguardo a pressão da panela ser descarregada, naturalmente ou forçada por mim, abro-a e acrescento todos os outros ingredientes, MENOS O BACON. Cubro com água e conservo novamente uns três dedos de excesso da mesma sobre o conteúdo. Levo a panela de volta pro fogo alto e, como na vez anterior, quando começar o saçarico, mudo-a para aquela boca traseira do fogão, na mesma posição de fogo baixo. Ligo o timer, agora para 25 (vinte e cinco) minutos, quando essa crucial etapa estará concluída.

Antes que isso aconteça, volto a aproveitar o tempo e descasco os dentes de alho e a cebola. Corto aqueles em fatias bem fininhas e esta em quadradinhos de 1 cm ou menos.

Como o bacon já está cortado em cubinhos de 1 cm, coloco-o numa frigideira e frito-os em fogo baixo até ficarem moreninhos, revirando sempre. Nessa operação, não saio da beira do fogão até que os cubinhos estejam no ponto desejado. Se ocorrer uma bobeira minha e deixar de realizar imediatamente a próxima operação, os cubinhos “queimarão” e ficarão empretejados. Assim, chegado o momento certo, numa ação relativamente rápida, retiro o excesso de gordura, deixando só um pouquinho para fritar o alho e a cebola picados, faço uma misturada com eles e mantendo tudo sempre no fogo baixo. Dou umas mexidas pra cá, outras pra lá, ainda outras pra acolá, com uma colher de pau, e quando a cebola estiver querendo amorenar, despejo tudo na panela de feijoada. Quando me apetece, adiciono um pouco ou toda a gordura derretida do bacon (Sabe como é, né?), só pra ficar mais cheirozinho!

Agora, com certo cuidado, mexo tudo com a costa da colher de pau, que é para não desmanchar os cubos de carne e os pedaços de lingüiça, revolvendo tudo, desde o fundo da panela.

Momento crucial, que é quando peço arrego: chamo minha esposa para provar o sal e completá-lo, coisa que sempre ocorre!

Deixo ferver até ficar bem quentinha (Faça o favor de não deixar borbulhar!), por uns quinze ou vinte minutos, apenas para que todos os sabores se combinem definitivamente.

Pronto! Bom apetite!

Pulo do gato, que pouco ou nenhum cozinheiro de Resende ou da região sabe, ou poucos do Brasil sabem, que eu sei, ensinado que fui pelo Maître Epaminondas Herculano do Bom Jesus de Pirapora Rosa, quando freqüentava o restaurante dele em São Paulo, nos Jardins:

- Com o cozimento, o feijão preto perde um pouco da sua cor original, absorvida pelas carnes e lingüiças, ficando num tom esmaecido, parecido com um marrom cocô. Para reverter isso, coloco um corante preto quando daquela misturação da cebola, alho e bacon com o feijão. Mas cuidado: retire o corante do seu frasquinho com a ponta de uma colherinha de cafezinho e misture bem, porém sempre devagarzinho. Verifique o resultado. Se quiser, adicione mais um pouquinho, misture e torne a verificar. Mas vá adicionando sempre aos pouquinhos, senão fica tudo muito preto!

- Esse corante é fabricado pela Coralim, tradicional fabricante nacional desses belengos, tem o nome de “corante artificial para fins alimentícios”, cor preto ameixa, e vem num frasquinho plástico com 5 g. Pela quantidade, dá pra desconfiar que ele é capaz de empretejar a coisa, mesmo!

- Fotos: Rogério Lorenzoni/Terra

- I bibida prus músicus!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Presidente não aprovará nova "Refolma Torpográfica"

Isso foi o que vazou de seus assessores diretos, após o último churrasco na Granja do Enviezado, salientando ainda:

-“Ceis presta muita atenção no que eu vou falar! Só boto o meu chamegão na tal lei se incruirem a palavra “menas” e escruirem “este”, “deste” e “neste”. Tô de saco cheio com as piadas que fazem sempre quando falo “esse país”, ou “desse país” ou, ainda, “nesse país”! Além disso, os cara que vivem me gozando porque não terminei o ginásio, agora vão ter que ler e escrever de acordo com o que eu aprovar. Vão ter que beber mingau na minha colherinha!


I vamu qui vamu!

Balas Toffees chuchu belezas

Minha mulher comprou no Máximo Supermercados um pacotinho com umas 200 gramas dessas balas toffees, verdadeiras tentações.

Amanteigadas, recheadas com creme de coco e - Putaquipariu! Por que não fizeram isso antes? – macias!

Pra quem gosta de balas, se provar dessas e não gostar, mando cortar o almoxarifado de Norivalzinhos.

I vamu qui vamu, moçada. Que tal uma dobradinha na quarta? Sinto que depois de amanhã vai me dar uma vontade enorme de encarar uma!

domingo, 18 de maio de 2008

As aparências enganam


Piada muita da legal contada por um amigo meu, caolho, e que usa óculo daquele tipo parecido com fundo de garrafa:

- O que um cego diz quando pega num ralador?

- ???????

- Mas qual foi o filho-da-puta que escreveu esta merda?

~.~.~.~.~.

- Encontrei, copiei e adaptei essa piada pro meu distinto púbrico no blog do meu amigo Peri, que por sua vez a encontrou no blog português Terapia Metatísica,

No original, Filigraana (é assim que a dona do lote português assina no final de suas postagens) intitula o seu post de “Magnífica piada que me foi contada por um grande amblíope”. Já o Peri resolveu batizar a sua postagem de “As aparências enganam”, título tombém mais chegado pro meu distinto púbrico. Finalmente, copiei ainda a fotim da página em Braile que foi, iscrusive, acrescentada pelo Peri.

- Puta-merda! Tem menas piada do que explicações! E como tem palavras em itálico! Será que estou ficando influenciado pela nova topografia da Língua Portuguesa?

sábado, 17 de maio de 2008

Lógica canina

O cachorro comum é mais agradável que a pessoa comum. Andy Rooney

A pessoa que não conhece o gosto do sabão, nunca lavou um cachorro. Franklin P. Jones

Se você apanha um cachorro faminto e o alimenta, ele não o morderá. Essa é a principal diferença entre um cachorro e um homem. Mark Twain

Se você pensa que cachorro não sabe contar, coloque três biscoitos de cachorro em seu bolso e lhe dê apenas dois para ver. Phil Pastoret

A razão de um cachorro ter tantos amigos é que ele só abana o rabo em vez da língua.

Um cachorro é a única coisa na terra que o ama mais que a ele mesmo.

Se seu cachorro estiver gordo é porque você não anda brincando com ele.

Cachorros não são eternos na nossa vida, mas eles fazem nossas vidas eternas.

A razão de você estar recebendo isto é porque os cachorros podem cheirar uma pessoa boa de longe!

- I au, au, au, au!

- Da coleção da Célia Borges.