domingo, 23 de novembro de 2008

Novo assento(?) para aviões

Há coisa de alguns meses (Tenho a imagem aí de cima captada na internet e arquivada desde Maio.2006.), o diretor de desenvolvimento pra novos projetos - ou coisa que o valha - de uma grande empresa fabricante de aviões de passageiros - americana ou européia, não me recordo - foi incumbido de analisar a possibilidade de empanturrar ainda mais os aviões produzidos até então e os que viriam a ser produzidos com maiores números de passageiros por unidade, de todos os modelos, sem alterar as dimensões físicas externas dos mesmos.

Passada a tarefa a seus subordinados, que foram orientados a usar de muita imaginação e infinita criatividade, criando o que bem entendessem, desde que fosse lógico, surgiu, entre muitas aberrações, esta solução aí de cima, onde o “boi”, ou a “vaca”, viajam de pé, tendo um encosto traseiro que vai do piso do avião até à nuca do/a viajante, equipado com um assento tipo pára-choques de automóvel (Aquêêêêle, que procê se manter sobre ele tem que usar as pernas como alavancas, apoiar firmemente os pés no piso de onde você se encontra e empurrar-se todo contra o carro com uma força filho-da-puta pra sua bunda permanecer sobre o dito cujo e não escorregar. Deu pra entender?). O projeto tinha até uma mesinha pro lanchinho do/a infeliz passageiro/a que, segundo a minha experiência, poderia ser dispensado/a de mais este sofrimento durante a viagem.

Seu criador justificou que o projeto era viável e até mesmo aceitável pra pequenos percursos, como a ponte aérea Rio-São Paulo, Resende-Rio, Resende-São Paulo, pra citar apenas alguns exemplos de pontes aéreas tupiniquins, uma vez que mais assentos comuns - dos que eram usados à época e continuam a ser usados até hoje – não poderiam ser mais acrescentados dentro das aeronaves, que já haviam chegado ao limite a partir do qual os passageiros ficariam desconfortáveis, fato que omite a grande verdade de que eles são, até hoje, o local de espera – a espera pra chegar logo no destino – mais apertado do mundo.

O projeto foi engavetado, não vingou e o seu projetista não ganhou o aumento de salário com o qual ele sonhou numa noite de verão. Ou inverno, sei lá!

Atualmente, com o visível aumento do número de passageiros de viagens aéreas do mundo todo e pra todo canto do mundo a cada ano, penso que a qualquer momento o projeto possa ser desengavetado, ir adiante e vingar, e os aviões existentes e os que vierem a ser construídos passarão a comportar muito mais passageiros dos que aqueles que se vêem habitualmente embarcados. Isso, naturalmente, pra viagens de percurso curto.

E se for pra aumentar de vez o número de passageiros por aeronave, dou a minha modesta sugestão pra que se ofereça a casais a possibilidade de viajarem agarradinhos, ocupando apenas um encosto. Seria assim: o cara se encosta, a dona chega de frente, os dois se abraçam e o avião parte pro seu destino. Já pensaram? Tão próximos assim estando... Quem duvida de que não sairia uns beijinhos ou que rolaria uma chegaçãozinha? O que não deveria ser permitido seria a dona chegar de costas pro cara que estiver colado no encosto. Já pensaram no que poderia acontecer e que não seria difícil de ser realizado? E, eureka! A oferta de tais posições de ocupação pra duas pessoas poderia até ser estimulada com um descontozinho pro casal, mas não seria admitida pra homem com homem. Pra mulher com mulher...
.
- I bibida prus músicus!

2 comentários:

Vinicius disse...

Os preços das passgens aéreas tem caído muito, e junto com ele, a qualidade dos serviços também.
Alguns anos atrás, viajar de avião era mais caro, mas te davam algumas regalias, bons serviços de bordo, etc...
Daqui a algum tempo, vai ter peão levando marmita para comer no avião, igual pau da arara...
É foda!

Norival R. Duarte disse...

É verdade, Vinicius!

Você sabia que as azeitonas já foram tiradas daquele lanchinho semvergonha que nos era oferecido durante o vôo?

Só pra acrescentar: junto com a marmita, vamos ter que levar papel higiênico também!

Grande abraço!