sábado, 2 de janeiro de 2010

O elefante

Em 1986, Peter Davies estava de férias no Quênia, depois de se graduar na Northwestern University. Em uma caminhada pela savana africana, ele cruzou com um jovem elefante que estava com uma pata levantada. O elefante parecia muito estressado, então Peter se aproximou muito cuidadosamente. Ele ficou de joelhos, examinou a pata do elefante e encontrou um grande pedaço de madeira enfiado nela. O mais cuidadosa e gentilmente possível, Peter removeu com as mãos o pedaço de madeira e o elefante vagarosamente colocou sua pata no chão.

Então, virou-se e encarou o homem com grande firmeza no seu rosto por tensos e longos momentos. Peter ficou congelado, pensando que seria pisoteado. Depois de certo tempo, o elefante levantou a sua tromba totalmente para cima e fez um barulho bem alto. Depois, desviou-se de Peter e foi embora.

Peter nunca esqueceu o elefante e tudo o que aconteceu naquele dia.

20 anos depois, Peter estava passando pelo Zoológico de Chicago com seu filho adolescente. Quando eles se aproximaram da jaula do elefante, uma das criaturas se virou e caminhou para um local próximo onde Peter e seu filho Cameron estavam. O grande elefante encarou Peter e levantou uma das suas patas e a baixou, repetindo esse gesto varias vezes, não parando de emitir sons altos e de encarar o homem. Relembrando do encontro em 1986, Peter ficou pensando se aquele era o mesmo elefante. Então, Peter reuniu toda sua coragem, escalou a grade e entrou na jaula.

Ele andou diretamente até o elefante e o encarou. O elefante emitiu outro som alto, levantou a tromba para o alto e em seguida enrolou-a na perna de Peter e o jogou contra a parede. Peter caiu e ficou desacordado no chão. O elefante foi até ele e deu três pisadas na sua cabeça – estourando o seu crânio e esparramando miolo pra tudo quando é lado – e um monte de pisadas com duas patas na barriga e no tórax, explodindo tudo e esparramando tripas e cocô num raio de uns três metros.

Provavelmente, não era o mesmo filho da puta do elefante o qual ele havia ajudado há anos.

Esta mensagem é pra quebrar a rotina de todos os que me mandam mensagens com histórias de final feliz, cheias de buquê de flores e com músicas de fundo de André Rieu.

- Fala a verdade: - A história tava linda e você tava quase chorando. Tava ou não tava, ô meu?

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- Fonte: do Blog Filosofias de Botequim, do Lauro Padilha, que você acessa clicando aqui.

- I bibida prus músicus!

2 comentários:

PADILHA disse...

Parabéns Norival.
Sempre que quiser, pode utilizar as postagens do meu blog Filosofias de Botequim, pois percebi que você dá o devido crédito e mostra que é gente boa.
Abraços e sucesso
Padilha

Norival R. Duarte disse...

Obrigado, Padilha! Pelo elogio, pela autorização e pela visita ao meu blog.

Volte sempre!

Grande abraço.